Ministério Público do Paraná investiga repasse a empresas de ônibus de Curitiba

Publicado em: 14 de maio de 2020

Projeto foi sancionado pelo prefeito Rafael Greca. Foto: Divulgação.

Gestão municipal havia anunciado R$ 20 milhões em socorro às empresas do transporte coletivo

WILLIAN MOREIRA

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) iniciou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2020, uma investigação sobre os repasses da Prefeitura da cidade de Curitiba no valor de R$ 20 milhões em um período de 3 meses.

A ajuda financeira às empresas que operam o transporte coletivo de ônibus no município tem como objetivo garantir a operação durante a crise no setor, causada pela pandemia do novo coronavírus.

O projeto do Executivo foi aprovado em segundo turno pela Câmara de Curitiba. O prefeito Rafael Greca sancionou a lei na última semana. Relembre: Aprovado em segundo turno, socorro ao transporte público de Curitiba segue para sanção do Executivo

A promotora Luciane Evelyn Cleto Mellyso Freitas, da 1ª Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público da Região Metropolitana de Curitiba, pediu que a Prefeitura se manifeste sobre o fato e se houve uma tentativa de realizar um reequilíbrio das empresas e revisão dos contratos. Também solicitou que seja comprovado a origem do dinheiro destinado as empresas do transporte.

Essas empresas receberiam em três meses o valor de R$ 20 milhões, como repasse em forma de ajuda durante a pandemia de Covid-19. Com a queda da demanda em quase 70% de passageiros por dia, o auxílio iria contribuir no balanço financeiro para que os compromissos firmados por elas, sejam pagos.

Em nota divulgada para a imprensa, a Urbanização de Curitiba (Urbs) comunicou que irá responder o questionamento do MP.

“O regime emergencial de operação do transporte coletivo, aprovado na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e sancionado pelo prefeito Rafael Greca, vai garantir o funcionamento do transporte público e continuidade do serviço durante a pandemia do novo coronavírus, o pagamento de salários e manutenção de empregos de motoristas e cobradores, além de permitir que sejam atendidas as medidas e orientações de saúde determinadas pela resolução 01/2020 da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) no combate à Covid-19”.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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