BRT Rio registra aumento de 189% em casos de furto de equipamentos

Publicado em: 14 de maio de 2020

Estação Vicente de Carvalho, no corredor Transcarioca, foi vandalizada no último fim de semana. Foto: Divulgação.

Ao todo, 84 estações do sistema foram alvo de criminosos que furtaram equipamentos ou vandalizaram a estrutura do local em março e abril

JESSICA MARQUES

O Consórcio BRT Rio informou, por meio de nota, que o número de casos de furto de equipamentos em estações do sistema disparou nos meses de março e abril. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 12 de maio de 2020.

A empresa fez um balanço comparando a quantidade de casos de furto e dano ao patrimônio que aconteceram nos meses de março e abril deste ano com o mesmo período em 2019.

Os casos de furto em março aumentaram 28%, enquanto o aumento foi de 189% em abril. Por sua vez, as ocorrências de dano ao patrimônio subiram 12,5% em março e 20% em abril.

Ao todo, 84 estações do BRT Rio foram furtadas e/ou vandalizadas nos últimos dois meses, segundo o consórcio. O número de ocorrências chegou a 160.

“A maior parte destas ações criminosas aconteceu no corredor Transcarioca. Somente neste trecho foram 87 ocorrências. Já nos corredores Transoeste foram 48 e no Transolímpica, 25. Muitas vezes, os criminosos agem em uma mesma estação praticando furto de cabos elétricos, perfis de alumínio, bebedouros e fitas de led, além de vandalizarem a estrutura do local”, detalhou o BRT Rio, em nota.

“Lembramos que os passageiros são os mais prejudicados por ações criminosas como essa, pois quando equipamentos essenciais de uma estação são furtados ou danificados, ela deve ser fechada para que seja feita a manutenção necessária”, informou também a empresa.

SEGURANÇA

O BRT Rio informou ainda que, desde fevereiro, policiais militares do Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis) patrulham estações e terminais do BRT Rio. Nos meses de março e abril foram efetuadas 20 prisões. O convênio do BRT Rio com o Proeis tem duração de um ano e pode ser renovado após esse prazo.

“Ressaltamos que a segurança nas estações é atribuição do poder público, conforme estabelece a legislação e previsto no contrato e na lei de concessão. As ações dos controladores de estação são de caráter de orientação aos passageiros para as operações do sistema. Ou seja, eles não têm poder de polícia. Coibir transgressões, delitos e crimes de qualquer natureza é atribuição das forças policiais”, informou também o BRT Rio.

OUTRO LADO

Em nota, a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, informou que realiza ações de fiscalização nas estações do BRT.

Confira a nota, na íntegra:

A Guarda Municipal do Rio atua desde outubro de 2018 nas estações do BRT fiscalizando o calote de passageiros nos ônibus. Nesse período, já registrou cerca de 30 ocorrências nas estações com prisões em flagrante por crimes, como furto, roubo, importunação sexual e dano ao patrimônio público, além de prestar auxílios ao público. A última prisão foi no dia 2 de maio na estação Salvador Allende, na Barra da Tijuca, quando um homem foi flagrado pelos guardas municipais dando socos na tela da máquina de autoatendimento. Ele foi conduzido para a 16ª DP (Barra da Tijuca), onde o caso foi registrado. Durante a pandemia, guardas municipais seguem atuando nos corredores do sistema com a atribuição de evitar aglomerações no transporte público.

A Guarda Municipal atua nos principais pontos e espaços públicos da cidade, incluindo o entorno de estações e terminais de transporte, com patrulhamento preventivo realizado a pé ou com viaturas, além do ordenamento urbano e do trânsito. Como esses locais são administrados pela iniciativa privada, eles também contam com serviço de segurança no interior das instalações. A Guarda Municipal presta todo o apoio necessário, dentro de suas atribuições.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:

Deixe uma resposta