Só ajudou em 1%: Isolamento na capital foi de 49% no primeiro dia de rodízio mais rígido

Publicado em: 12 de maio de 2020

Secretário José Henrique German diz que redução do percentual de ocupação foi pequeno e se deve a criação de leitos e não à regressão da doença

Na segunda-feira passada, sem rodízio, foi de 48%. No Estado foi de 47,8%

ADAMO BAZANI

O índice de isolamento na capital paulista nesta segunda-feira, 11 de maio de 2020,  primeiro dia do rodízio municipal de veículos mais severo, pelos finais de placas, de acordo com dias ímpares ou pares, 24h por dia e em todas as vias da cidade, o isolamento foi de 49%, segundo o Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, em entrevista coletiva no início da tarde desta terça-feira, 12, José Henrique Germann.

No estado de São Paulo foi de 47,8%, um dos menores da história

Neste mesmo dia, o número de passageiros de ônibus municipais cresceu 10%, ou seja, em torno de 300 mil pessoas., segundo a SPTrans, A quantidade de usuários na CPTM e no Metrô cresceu de 12% a 15%.

A equipe de saúde do Governo do Estado, que monitora a evolução da Covid-19, diz que para que não seja muito rápida e não esgote os hospitais, o isolamento social deve ser superior a 70%. Entre 50% e 60% o índice é aceitável apenas. Em torno de 40%, é crítico.

No início da tarde desta terça-feira, 12 de maio de 2020, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann, atualizou os números da doença, que soma 47.711 casos e 3.949 mortes.

A taxa de ocupação das UTIs no Estado de São Paulo é de 69,1% e na Grande São Paulo, de 85,75%

Segundo Germann, a “pequena queda de ocupação” em relação aos números anteriores, se dá pela abertura de novos leitos e não porque os casos estão regredindo.

Neste momento, estão internadas no Estado de São Paulo, 3720 pessoas em UTI e nas enfermarias, 5815, ainda de acordo com o secretário.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Luis Carlos da Silva disse:

    A verdade é que as pessoas estão se locomovendo e será preciso uma investigação do destino final de boa parte dessa população.
    Só assim saberemos quem está saindo a trabalho ou não!

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