Prefeito de São Paulo admite que pode haver maior lotação nos transportes coletivos com rodízio mais rígido

Publicado em: 8 de maio de 2020

Segundo Bruno Covas, dinheiro das multas será usado para o combate à pandemia e reforço de frota de ônibus será para evitar aglomeração

ADAMO BAZANI

O prefeito da capital paulista, Bruno Covas, admitiu em entrevista coletiva no início da tarde desta sexta-feira, 08 de maio de 2020, o risco de lotação maior nos transportes coletivos com o rodízio mais rígido a partir desta segunda-feira, 11 de maio de 2020.

Segundo Bruno Covas, apesar disso, a intenção não é fazer com que as pessoas migrem do carro para o transporte público, mas não se desloquem neste momento de pandemia.

De acordo com entidades internacionais de saúde, o transporte coletivo está entre os ambientes com maior risco de contaminação pelo novo coronavírus.

Serão colocados mais mil ônibus em circulação e 600 em pontos estratégicos para serem acionados se houver necessidade.

O prefeito ainda prometeu que os recursos das multas pelo descumprimento do novo rodízio vai ser usado para ações de combate à Covid-19.

Bruno Covas ressaltou que houve multas pelo não uso de máscara em locais.

Segundo o prefeito, algumas empresas que estavam fazendo home office com os funcionários no início da quarentena começaram a exigir a presença dos trabalhadores de volta presencialmente e a medida do rodízio é para reverter isso.

Na coletiva, o Governo do Estado também foi questionado sobre essa possibilidade de readequação da frota metropolitana, mas não houve resposta. O Diário do Transporte ontem também enviou um pedido de esclarecimento sobre o tema à STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

Como forma de desestimular os deslocamentos desnecessários e impedir o avanço do novo coronavírus, a prefeitura de São Paulo anunciou que a partir de segunda-feira, 11 de maio de 2020, entra em vigor um novo modelo de rodízio municipal de veículos.

A restrição será 24 horas por dia e em todas as vias da cidade, inclusive em ruas de bairros.

Nos dias pares só poderão circular veículos de placas de final par e nos dias ímpares só poderão rodar carros com placas de final ímpar.

Assim:

Carros com placas de finas 0, 2, 4, 6 ou 8 podem rodar nos dias 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28 e 30

Carros com placas de finas 1,3,5,7 ou 9 podem rodar nos dias 1,3,5,7,9,11,13,15,17,19,21,23,25,27,29 e 31.

Mas há exceções e alguns tipos de veículos e categorias profissionais poderão circular. Carro de aplicativo terá de seguir o rodízio. Só táxi estará isento.

O decreto 59.403, de 07 de maio de 2020, foi publicado nesta sexta-feira (08) e “institui regime emergencial de restrição de circulação de veículos no Município de São Paulo por conta da pandemia decorrente do coronavírus.”

Entre as exceções que não terão restrição estão: ônibus, motocicletas e similares, transporte escolar autorizado, guinchos, veículos de serviços públicos identificados, veículos de segurança pública identificados, veículos de coleta de lixo, veículos de transporte de insumos diretamente ligados a atividades hospitalares e de coleta de sangue, de transporte de valores, de reportagem voltados à cobertura jornalística; de transporte de produtos alimentares perecíveis, Veículo Urbano de Carga (VUC), furgão, caminhão de pequeno porte, veículos elétricos, a hidrogênio ou híbridos; veículos conduzidos por pessoa com deficiência da qual decorra comprometimento de mobilidade ou por quem as transporte; veículos conduzidos por pessoa com doença crônica que comprometa sua mobilidade ou que realize tratamento continuado debilitante de doença grave, como quimioterapia para tratamento oncológico, ou por quem as transporte.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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