Motoristas e cobradores de Porto Alegre (RS) terão salários parcelados, diz associação das empresas de ônibus

Publicado em: 8 de maio de 2020

ATP ressalta que tem relatado à Prefeitura há vários meses sobre as dificuldades geradas pela queda contínua de passageiros. Foto: Alex Rocha / Prefeitura de Porto Alegre

De acordo com a entidade, a crise causada pela Covid-19 agravou os problemas financeiros das viações que atuam no município

WILLIAN MOREIRA

Comunicado da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), que reúne as operadoras de transporte da capital do Rio Grande do Sul, motoristas e cobradores do transporte coletivo por ônibus na cidade terão os salários parcelados por pelo menos 8 das 11 empresas.

A justificativa é a situação delicada no campo financeiro agravada com a drástica redução da demanda em meio à pandemia do coronavírus.

Segundo a ATP, metade dos funcionários já estão enquadrados na medida provisória 936/2020 do Governo Federal que promove uma ação emergencial para que os postos de trabalho sejam mantidos, onde a empresa reduz o salário e a jornada de trabalho e o poder federal assume parte do salário, pagando um complemento da renda por um determinado período.

A situação é bem delicada, as empresas não gostariam de tomar essa medida, principalmente neste momento, onde fica claro o quanto o trabalhador rodoviário é essencial”, afirma Antônio Augusto Lovatto, Engenheiro de Transportes da ATP em nota divulgada para a imprensa.

A demanda atual de passageiros em Porto Alegre é 70% a menos do transportado em dias normais de antes da pandemia, e a Associação vem buscando maneiras dos governos ofertarem um aporte financeiro às operadoras para evitar o colapso do sistema.

A ATP ressalta que tem relatado à Prefeitura há vários meses sobre as dificuldades geradas pela queda contínua de passageiros, agora agravada pelas medidas de isolamento social determinadas para o enfrentamento da Covid-19.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

=x=x=

A decretação de lockdown no Estado de Pernambuco, na visão de todas as autoridades no assunto, seria uma medida de extrema gravidade e que só poderá ser adotada quando todas as demais falharem e quando houver base científica indicando a necessidade da medida. No momento, não há, no gabinete de acompanhamento do Ministério Público de Pernambuco, nenhum dado científico ou debate amadurecido que fundamente a necessidade de se exigir a decretação de um bloqueio total no Estado de Pernambuco”, explica o Procurador na nota divulgada.

Em referência à posição manifestada pela Ação, recusada pela Justiça, a nota fiz ainda que “neste momento, o posicionamento institucional do MPPE, que deve nortear jurídica e tecnicamente a atuação dos membros, respeitando, por ser evidente, a independência funcional de cada membro, é no sentido de exigir o endurecimento da fiscalização e o fiel cumprimento, pelos gestores públicos e pela sociedade em geral, das medidas restritivas que já foram implementadas”.

A finaliza afirmando: “Reiteramos que, até a presente data, não há qualquer orientação científica que aponte para a decretação de lockdown no Estado de Pernambuco, e caso isso venha a ocorrer, desde logo, o procurador-geral de Justiça vem tranquilizar as cidadãs e cidadãos pernambucanos destacando que sempre será ressalvada a plena garantia de funcionamento e de acesso aos serviços essenciais, como supermercados e farmácias“.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:

Deixe uma resposta