Coronavírus: Governo sugere a profissionais dos serviços de acolhimento de idosos e pessoas com deficiência que evitem transportes públicos

Publicado em: 7 de maio de 2020

Portaria editada pelo Ministério da Cidadania orienta suporte de transporte seguro aos trabalhadores da saúde, em lugar de ônibus, trens e metrôs, para diminuir risco de contágio

ALEXANDRE PELEGI

A edição desta quinta-feira, 07 de maio de 2020 do Diário Oficial da União, trouxe Portaria da Secretaria Nacional de Assistência Social, vinculada ao Ministério da Cidadania, com orientações e recomendações gerais aos gestores e trabalhadores do SUAS – Sistema Único de Assistência Social dos estados, municípios e Distrito Federal quanto ao atendimento nos serviços de acolhimento de pessoas idosas ou com deficiência durante a pandemia de COVID-19.

A Portaria aprova uma Nota Técnica e o questionário para apoiar o diagnóstico da situação dos serviços de acolhimento para pessoas idosas e com deficiência frente à Covid-19.

Segundo o documento, cada cidade deverá compatibilizar a aplicabilidade das recomendações “conforme as normativas e as condições de saúde pública local”.

Dentre as várias orientações, estão questões relacionadas ao transporte público.

No item que trata da redução da aglomeração e manejo do fluxo de entrada e saída de profissionais, a Portaria sugere a utilização da rede hoteleira “para viabilizar a hospedagem de profissionais dos serviços de acolhimento em local mais próximo à unidade, de modo a minimizar o risco de contágio durante o trajeto. Recomenda-se que esta alternativa seja combinada com suporte de transporte seguro aos trabalhadores, evitando-se que utilizem transportes públicos”.

O suporte de transporte seguro, citado pela Portaria, é esclarecido mais à frente: “suporte para deslocamentos de trabalhadores e pessoas acolhidas, com utilização de meios de transporte mais seguros (que possibilitem o distanciamento entre passageiros, boa ventilação etc.). Nestes casos, recomenda-se, adicionalmente, que motorista e passageiros: i) utilizem máscaras durante o trajeto todo, ainda que sejam máscaras caseiras caso não sejam encontradas no mercado máscaras cirúrgicas descartáveis; ii) façam uso de álcool gel 70%; e iii) observem outras recomendações quanto a medidas preventivas à transmissibilidade que se aplicarem a este contexto”.

Já nas Recomendações Gerais dirigidas aos Dirigentes das Unidades de Acolhimento, a Secretaria Nacional de Assistência Social recomenda organizar a gestão das equipes, “definindo os horários de trabalho e apoiando o deslocamento dos profissionais que atuam na unidade, inclusive nos novos espaços físicos organizados para o remanejamento das pessoas acolhidas (avaliar possibilidade de assegurar transporte seguro para o deslocamento dos profissionais)”.

E mais à frente, repete: “Dar suporte de transporte seguro aos trabalhadores, evitando que utilizem transportes públicos”.

Já para os profissionais do SUAS que atuam nas unidades de acolhimento de idosos e de pessoas com deficiência, a recomendação quanto ao transporte é: “da saída de casa até a unidade de acolhimento, usar máscara, cabelo preso, não usar adornos (brincos, anéis, colares, etc), usar sapatos fechados, procurar ficar sempre a 1 metro de distância de outras pessoas, se possível usar transporte próprio ou específico da instituição, se não for possível e tiver que utilizar transporte público buscar horários de menor pico para manter a distância recomendada de 1 metro de outras pessoas”.

Como se nota, a recomendação a todo instante é evitar ao máximo o uso dos meios de transporte público coletivo.

Para ler a Portaria na íntegra, clique nos links abaixo:

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Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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