Corredores de ônibus de São Paulo vão receber R$ 47,2 milhões de superávit financeiro de 2019

Publicado em: 5 de maio de 2020

Crise gerada pelo novo coronavírus pode comprometer metas sobre os corredores

Entretanto, R$ 3,2 milhões serão transferidos para outras áreas. Gestão está priorizando reforma de corredores existentes em vez de construir novos

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, vai destinar R$ 47,2 milhões (R$ 47.292.188,28) para requalificação e reformas de corredores de ônibus na cidade.

O dinheiro faz parte da abertura de um crédito adicional publicada em diário oficial desta terça-feira, 05 de maio de 2020.

Segundo a publicação oficial, essa destinação será coberta por recursos provenientes do superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior (2019).

Entretanto, os corredores de ônibus também perderão dinheiro.

Em outra abertura de crédito adicional oficializada também nesta terça-feira, saíram das verbas de construção de corredores de ônibus R$ 3,2 milhões (R$ 3.210.500,40).

Este remanejamento faz parte da abertura de um crédito total de R$ 5,59 milhões (R$ 5.599.461,13), sendo que a maior parte dos recursos irá para construção de unidades habitacionais com aquisição de imóveis chegando a R$ 2,65 milhões (R$ 2.650.500,40) e para Manutenção e Operação de Unidade Básica de Saúde -UBS ( Despesas de Exercícios Anteriores) somando R$ 2,38 milhões (R$ 2.388.960,73).

Os remanejamentos de recursos desta terça-feira e outros anteriores já noticiados pelo Diário do Transporte revelam que a gestão Bruno Covas vai privilegiar a qualificação e reforma dos corredores já existentes em vez de construir um número maior de corredores novos.

Enquanto a operação que recebeu os recursos foi “Ampliação, Reforma e Requalificação de Corredores de Ônibus (Obras e Instalações)”, a que cedeu verba foi “Construção de Corredores de Ônibus (Obras e Instalações)”.

A Prefeitura de São Paulo planeja para 2028 que a cidade tenha 565 quilômetros de corredores exclusivos para ônibus.

Atualmente, a cidade tem em torno de 130 quilômetros de corredores em mais de 17 mil quilômetros de vias. A frota de ônibus é de pouco mais de 13 mil coletivos.

Quando começou a gestão, o então prefeito de São Paulo, hoje governador, João Doria, estipulou como meta 72 quilômetros até o fim de 2020.

Contudo, o prefeito Bruno Covas teve de rever a meta para apenas 9,4 quilômetros novos e 43,4 quilômetros de reformas em faixas e corredores já existentes.

Entretanto, até mesmo essa meta menor corre risco de não ser realizada principalmente por causa dos efeitos econômicos do coronavírus, que causa a Covid-19, doença que teve origem na China e se alastrou pelo mundo.

A estimativa da prefeitura, até o momento, é de perdas de arrecadação de mais de R$ 3 bilhões fora os custos com saúde e assistência social.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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