Coronavírus: MAN, Scania e Volkswagen Caminhões e Ônibus têm queda de 4% nas vendas de ônibus

Publicado em: 5 de maio de 2020

Informações foram divulgadas pelo Grupo TRATON

JESSICA MARQUES

O Grupo TRATON informou por meio de nota que as vendas de ônibus das marcas MAN, Scania e Volkswagen Caminhões e Ônibus diminuíram 4%, passando de 4.200 para 4.000 unidades comercializadas no primeiro trimestre de 2020.

Além disso, as vendas unitárias das marcas que pertencem ao grupo caíram em 20% para 46 mil, uma vez que no ano anterior foram registradas 57.200 unidades, também nos três primeiros meses do ano. O resultado negativo se deve à pandemia de Covid-19.

Com relação às vendas unitárias de caminhões, foi registrada uma queda de 21% para 42 mil veículos, comparado a 53 mil do mesmo período de 2019. Portanto, o declínio foi mais acentuado do que nos ônibus.

O Grupo TRATON também está antecipando uma desaceleração do mercado na Europa e informou que agora está se preparando para a reabertura da economia em um ambiente muito desafiador.

Os efeitos da pandemia de coronavírus estão afetando fortemente a economia como um todo, e isso também vale para o Grupo TRATON. O que a Europa precisa agora é de incentivos ao investimento para a modernização das frotas de caminhões com tecnologias mais sustentáveis, como forma de superar a crise neste setor crítico para o sistema”, disse Andreas Renschler, CEO da TRATON e membro do Conselho Administrativo na Volkswagen AG.

RECEITA DE VENDAS

Entre janeiro e março, o Grupo TRATON informou que gerou uma receita de vendas de €5,7 bilhões (€6,4 bilhões), uma contração ano a ano de 11%. Em €161 milhões (€490 milhões), o lucro operacional caiu dois terços.

O retorno operacional das vendas caiu para 2,8% após 7,6% nos três primeiros meses do ano anterior. Os pedidos recebidos reduziram 16% para 54.200 unidades. A proporção pedido e faturamento (vendas unitárias divididas por pedidos recebidos) foi de 1,18 em comparação com 1,13, conforme registrado nos três primeiros meses de 2019.

“A queda nas vendas unitárias das três marcas Scania, MAN e Volkswagen Caminhões e Ônibus foi mais acentuada na Europa (região UE27 + 3), com um declínio de 30%, enquanto a América do Sul conseguiu registrar um aumento de 4% nas vendas unitárias devido a uma performance positiva do Brasil. A crescente expansão do coronavírus nos primeiros três meses do ano representou um ônus adicional nas vendas unitárias, resultando no fechamento de nossa rede global de unidades de produção em meados de março. Desde o fim de abril, as marcas do Grupo TRATON estão gradualmente reiniciando as operações de produção”, detalhou o Grupo, em nota.

O Grupo TRATON informou ainda que respondeu à crise de coronavírus com uma série de medidas, que incluem garantir a liquidez da empresa, estabelecer planos de emergência e introduzir paradas temporárias na produção.

“Os efeitos da pandemia de coronavírus nos obrigaram a reconsiderar nossas prioridades de investimento e projetos de pesquisa e desenvolvimento. Há um foco claro em proteger a liquidez aqui. E estamos nos preparando para um declínio substancial na receita de vendas e no lucro operacional no segundo trimestre. Todos os principais indicadores serão impactados negativamente”, disse Christian Schulz, CFO do Grupo TRATON.

NEGÓCIOS

No segmento de Negócios Industriais, a receita de vendas caiu 12% para € 5,6 bilhões (€ 6,3 bilhões), principalmente como resultado do declínio nos negócios de Novos Veículos após o colapso do mercado. O lucro operacional ficou em €135 milhões (€457 milhões).

“As medidas tomadas para lidar com a pandemia de coronavírus – principalmente o fechamento de locais de produção em todo o mundo na segunda quinzena de março – tiveram um impacto negativo no lucro operacional no período em análise. A redução também foi resultado de volumes mais baixos, maiores encargos de depreciação e amortização e despesas adicionais relacionadas à introdução da nova geração de caminhões na MAN Truck & Bus.”

O segmento de Serviços Financeiros gerou uma receita de vendas de € 216 milhões (€ 203 milhões) e um lucro operacional de € 26 milhões (€ 33 milhões). Enquanto o crescimento do portfólio teve um efeito positivo no lucro, este último foi compensado por margens mais baixas e aumento dos custos operacionais, principalmente despesas com provisões para débitos problemáticos.

UNIDADES OPERACIONAIS

A Scania Vehicles & Services registrou uma queda de 23% nas vendas unitárias para 18.200 (23.600) veículos. A receita de vendas caiu 11% para € 3 bilhões (€ 3,4 bilhões). O lucro operacional foi de € 256 milhões (€ 370 milhões). O retorno operacional das vendas atingiu 8,6% (11%).

A MAN Truck & Bus registrou vendas unitárias de 18.200 (25.000) veículos, uma queda de 27%. A receita de vendas caiu 13% para € 2,3 bilhões (€ 2,6 bilhões). O lucro operacional foi de € -78 milhões (€ 122 milhões). Isso corresponde a um retorno operacional sobre as vendas de -3,4% (4,7%).

A Volkswagen Caminhões e Ônibus conseguiu manter as vendas unitárias em um nível estável de 9.900 (9.800) veículos. A receita de vendas caiu 8% para € 383 milhões (€ 416 milhões) devido aos efeitos cambiais. O lucro operacional foi de € 12 milhões (€ 8 milhões). O retorno operacional de vendas subiu para 3,1% (2,0%).

FUTURO

Em nota, o grupo informou ainda que “atualmente, é impossível estimar quando uma nova previsão para o ano fiscal atual será possível. O efeito da pandemia de coronavírus na demanda dos clientes, nas cadeias de suprimentos e na produção não pode ser avaliado com confiabilidade neste momento. A TRATON prevê que as vendas unitárias caiam substancialmente no trimestre atual e isso terá um impacto negativo em todos os principais indicadores de desempenho.”

Segundo o grupo, a crise de coronavírus, de forma simultânea, paralisou a produção, interrompeu as cadeias de suprimentos e provocou um colapso na demanda.

“Se um programa de modernização de frota puder ser iniciado rapidamente em toda a Europa, será possível substituir caminhões com peso superior a 6 toneladas nas estradas europeias (agora com idade média de 12 anos) por modelos mais econômicos. Isso não apenas criaria empregos nas indústrias de expedição e de veículos comerciais, mas também ajudaria a União Europeia a cumprir suas metas ambientais”, disse Renschler, CEO da TRATON.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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