Prefeitura de São Paulo vai colocar mais placas em áreas de hospitais para evitar buzinaço de manifestações pró Bolsonaro e contra isolamento

Publicado em: 4 de maio de 2020

Prefeito falou em transtornos pelos manifestantes nas áreas hospitalares

No fim de semana, apoiadores do presidente bloquearam vias de acesso para unidades de Saúde

ADAMO BAZANI

Colaborou Willian Moreira

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse em entrevista coletiva no início da tarde desta segunda-feira, 04 de maio de 2020, que vai intensificar a sinalização de trânsito para evitar buzinaços e carros de som em áreas próximas de hospitais e unidades de Saúde.

A maior parte das manifestações que ocorrem atualmente é feita por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em prol da Ditadura Militar, contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e contra o isolamento social, única maneira apontada por especialistas de Saúde para evitar um avanço ainda maior dos casos da Covid-19, já que não há vacina e nem remédio comprovado contra o novo coronavírus.

Com a intensificação dessa sinalização, a prefeitura pode aplicar multas aos carros já que esta infração é prevista do CTB – Código de Trânsito Brasileiro.

No último final de semana, houve novas concentrações provocando bloqueios de vias e aglomerações, como na Avenida Paulista.

Muitas destas vias bloqueadas pelos manifestantes dão acesso a hospitais e unidades de Saúde.

Na mesma coletiva, o governador de São Paulo, João Doria, disse que haverá uma ação mais rigorosa do Governo do Estado com a PM, contra essas manifestações que abusam do uso da buzina e carros de som.

Na entrevista coletiva do início da tarde desta segunda-feira, 04 de maio de 2020, o o governador de São Paulo, João Doria, chamou os manifestantes em prol da volta da Ditadura, contra o isolamento e a favor do presidente Jair Bolsonaro de milicianos digitais.

Em Brasília, apoiadores de Bolsonaro agrediram um fotógrafo e um motorista do jornal O Estado de São Paulo que estavam trabalhando na cobertura da manifestação.

Doria falou que se não houvesse o isolamento desde 24 de março, poderiam ter ocorrido mais de 26 mil mortes.

Até o início da coletiva, às 12h30, o Brasil registrava 101.147 casos confirmados e 7.025 óbitos. No Estado de São Paulo eram 31.772 casos  e 2.627 óbitos, segundo o secretário Germann.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Willian Moreira

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Comentários

  1. Denise Andreoli disse:

    Ditadura é o que esses vigaristas Covas e Dória fazem. Podem fechar a cidade toda e as manifestações ão continuar. #ForaDoria #ForaCovas!!! Bando de esquerdistas

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