Volkswagen Caminhões e Ônibus vai doar 2 mil protetores faciais feitos na própria fábrica

Publicado em: 29 de abril de 2020

Doações são feitas por conta da pandemia do novo coronavírus. Foto: Divulgação / VWCO.

Entrega será feita a prefeituras da região, que poderão distribuir a profissionais ligados a serviços essenciais

JESSICA MARQUES

A Volkswagen Caminhões e Ônibus informou que vai doar dois mil protetores faciais produzidos na fábrica de Resende (RJ) para prefeituras da região, que poderão distribuir a profissionais ligados a serviços essenciais. As entregas devem iniciar na primeira quinzena de maio e vão se estender até junho, de acordo com a fabricante.

“A ação se soma a outros esforços da empresa para apoiar a frente de prevenção e combate ao novo coronavírus no país. A montadora também já doou máscaras de proteção para hospitais do Sul Fluminense e distribui refeições a caminhoneiros nas estradas para ajudar a manter a distribuição de itens essenciais por todo o Brasil”, informou a empresa, em nota.

Para agilizar a produção dos equipamentos, a Volkswagen Caminhões e Ônibus informou que incrementou o processo, que vai desde a impressão 3D à tecnologia de fundição a vácuo para conseguir aumentar a escala de fabricação, que pode chegar a 60 unidades por dia.

“Nas últimas semanas, o maior centro nacional de desenvolvimento de veículos comerciais, responsável pela fabricação de peças protótipo de nossos lançamentos, passou a se dedicar a uma atividade bastante diferenciada e muito nobre: a criação de um modelo que nos permitisse acelerar nossa produção de protetores faciais para apoiar nossos heróis da linha de frente nesse esforço de prevenção”, afirmou Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO.

DESTINO

O destino desses equipamentos de proteção, segundo a fabricante, será as prefeituras da região, que poderão distribuir a profissionais em contato com outras pessoas, como os da área de saúde, garis, coletores de lixo, policiais, entre outros. A resina utilizada é a mesma aplicada na fabricação de protótipos, ou seja, de alta resistência.

“Ao não restringir o processo à impressão 3D, conseguimos ampliar nossa capacidade máxima de produção desses protetores”, explica Rodrigo Chaves, vice-presidente de Engenharia da montadora.

IMPRESSÃO 3D

A fabricante informou que foi criado um modelo próprio em impressão 3D. Com base nesse protótipo, os profissionais criaram um molde em uma máquina de fundição a vácuo, que serve agora de referência para a injeção da resina que forma a base do protetor facial. Esse fluxo empregado pela montadora na produção desses equipamentos é o mesmo com que trata os principais projetos.

“Para chegar à peça protótipo final, os profissionais utilizam a impressora 3D em que desenvolvem a primeira versão do componente. Após um acabamento manual, esse modelo é utilizado para a confecção do molde em que haverá a fundição. Uma vez que esse molde é posicionado na câmara a vácuo, é acionada a bomba que elimina todo o ar do recipiente”, explicou a fabricante.

“Assim que atinge o nível exigido, inicia-se o preenchimento com as resinas que compõem o material e que já foram misturadas em suas proporções ideais. Para finalizar, basta apenas deixar a peça protótipo na estufa por um período de duas horas. Por último, uma equipe de ferramenteiros corta e incorpora o acetato, que fará o escudo de proteção”, detalhou também, em nota.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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