Projeto de lei quer que ônibus em São Paulo só circulem com até metade da capacidade para reduzir risco de contágio pelo novo coronavírus

Publicado em: 28 de abril de 2020

Ônibus lotado nesta segunda-feira na zona Leste da Capital Paulista.

Incentivo a trabalhadores informais para produção de máscara também faz parte do projeto

ADAMO BAZANI

Um grupo de vereadores apresentou à Câmara Municipal de São Paulo projeto de lei com uma série de medidas para reduzir o ritmo de avanço do novo coronavírus e estimular alguns setores, como trabalhadores informais e da área da saúde.

Uma das propostas é determinar que os ônibus da capital paulista circulem com até o limite da capacidade de lotação.

O objetivo é evitar aglomerações.

Como tem mostrado o Diário do Transporte, mesmo com ajustes na frota diante da redução geral da demanda de passageiros, ainda vários ônibus circulam lotados, principalmente nos horários de picos.

No dia 30 de março, a frota foi reduzida para 40% do habitual, mas teve de ser aumentada por causa do excesso de lotação em algumas linhas, em especial nos horários de pico.

Na terça-feira (31/03), a frota foi ampliada em 151 ônibus, na quarta-feira (01/04) em mais 50; na quinta-feira (02/04) foram mais 30 ônibus e, na sexta-feira (03/04) outros 163, todos distribuídos em diversas linhas. Já na segunda-feira (06/04) mais 401 ônibus em circulação. Na terça-feira (07/04), o acréscimo foi de 312 ônibus e, na quarta (08/04), de 424 veículos.

Desde então, foram inseridos em torno de 1,7 mil coletivos.

O PL ainda propõe que a higienização dos ônibus seja rigorosa obrigatoriamente antes do início e após o fim da operação.

Outra medida proposta no Projeto de Lei é que a prefeitura de São Paulo incentive trabalhadores informais a produzir máscaras, fornecendo os insumos e comprando depois estes equipamentos de proteção individual.

A proposta ainda quer abono salarial aos servidores e funcionários públicos do Quadro da Saúde e de outros quadros considerados essenciais no combate à pandemia da Covid-19 e ainda pede que todos os profissionais da rede de assistência social e de saúde pública do município recebam, de forma imediata e gratuita, equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, luvas e aventais.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Rodrigo disse:

    Agora me fala como vai acontecer isso, pq quem vai dizer que já esta na metade dos passageiros e não pode embarcar mais ninguém.

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