Greve de ônibus afeta Teresina

Publicado em: 27 de abril de 2020

Ônibus do sistema municipal Foto Arquivo

Funcionários reclamam de atrasos nos salários e demissões

ADAMO BAZANI

Passageiros de ônibus em Teresina (PI) enfrentam dificuldades nesta segunda-feira, 27 de abril de 2020, por causa da paralisação do transporte coletivo.

Motoristas e demais funcionários das empresas protestam contra atrasos nos salários e benefícios e contra as demissões.

Segundo o sindicato da categoria, as empresas não fizeram acordos com base na MP 936, de ações emergenciais para amenizar os impactos econômicos do novo coronavírus, para evitar os cortes.

Fizemos várias tentativas de negociar com a parte patronal, mas até o presente momento estamos vendo que não há nenhum interesse deles negociarem. Desde o início do diálogo, a parte patronal utilizou-se manobras visando a redução de direitos dos trabalhadores. Diante desta realidade, onde os trabalhadores não receberam integralmente o salário de março e estão com o pagamento de férias atrasadas” – diz nota do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro-PI).

Não há previsão para a greve terminar.

OUTRO LADO

Após a publicação da matéria, a assessoria de comunicação do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina (SETUT) enviou à redação do Diário do Transporte uma nota sobre o posicionamento da entidade:

Esclarecimento do SETUT

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que as empresas foram surpreendidas na manhã desta segunda-feira (27) com a greve dos motoristas e cobradores. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro-PI) não oficializou a paralisação, conforme determina a lei que também prevê, em casos de greve, a manutenção de 30% do transporte público em circulação. Por conta da pandemia do novo coronavírus, a frota já estava circulando com percentual mínimo de 30%. Diante disso, o Setut acionará os órgãos responsáveis para que sejam tomadas as medidas cabíveis e a população não seja ainda mais penalizada. 

O Setut esclarece ainda que não houve, até o momento, nenhum acordo entre as empresas e o Sintetro. As reuniões que ocorreram, intermediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, objetivaram um acordo entre as categorias para evitar demissões no setor. Entretanto, não houve acordo desejado.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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