Transporte coletivo de Aracaju (SE) pode parar, afirma sindicato de empresas de ônibus

De acordo com a organização, o serviço está perto de um colapso devido à queda nas receitas arrecadadas

WILLIAN MOREIRA

Em meio à crise causada pelo novo coronavírus, implicando em medidas de restrição do contato social, o Setransp (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju) afirmou por meio de seu presidente, Alberto Almeida, que o transporte coletivo da cidade de Aracaju pode parar por problemas financeiros.

Alberto destaca que as empresas de ônibus que atuam na cidade já buscaram estabelecer com a prefeitura um trabalho de apoio, mas sem êxito, e isto causa impactos direto na receita delas, citando o custo de R$ 3,5 milhões por mês somente com combustíveis.

“As contas seguem sem bater. Só de combustível são R$ 3,5 milhões por mês. E a demanda continua caindo. Infelizmente a prestação deste serviço essencial está em colapso”,  disse Almeida.

O sindicato explica que as empresas sofreram uma forte queda na quantidade de pessoas transportadas por dia, chegando aos atuais 24% da demanda normal e redução da frota nas ruas.

As contas não fecham, já que mesmo com a queda de recursos financeiros ganhos, os custos operacionais não se alteraram, em especial vencimento dos trabalhadores e o combustível.

No decreto que restringe o contato social em Aracaju, está estabelecido a circulação de 70% da frota de ônibus em dias de semana (úteis) e 50% aos finais de semana, reforçando no horário de pico a frota, caso haja necessidade.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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