Desembargador é afastado por venda de sentenças a empresas de ônibus no Rio de Janeiro

Publicado em: 17 de abril de 2020

Magistrado teve R$ 15 milhões bloqueados pela Justiça e seu gabinete foi alvo de busca e apreensão

WILLIAN MOREIRA

O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Mario Guimarães Neto, foi afastado de suas atividades por 90 dias de suas atividades pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio do ministro Felix Fischer nesta sexta-feira, 17 de abril de 2020.

Em um processo que ocorre em segredo de justiça, o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio (Fetranspor), Lélis Teixeira, em delação premiada, acusou o desembargador de ter recebido R$ 6 milhões, por meio de sua esposa, e assim atuar em um processo do interesse da federação.

A Polícia Federal realizou buscas nesta sexta no gabinete de Guimarães Neto e a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 15 milhões.

Após tomar conhecimento de ser citado na delação premiada, Mario Guimarães Neto afirmou que não poderia ter decido em favor da Prefeitura do Rio na oportunidade, pois a mesma havia realizado nova licitação para linhas de ônibus na cidade.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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