Sem conseguir comprar máscaras para todos os funcionários, empresas de Aracaju criam barreiras para minimizar risco de contágio da Covid-19
Publicado em: 14 de abril de 2020
Foram colocados plásticos e acrílicos nos postos de motorista e cobrador
ADAMO BAZANI
Ônibus do sistema de Aracaju, no Sergipe, estão recebendo barreiras físicas, como cortinas de plástico transparente e placas de acrílico nos postos de motoristas e cobradores para reduzir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus, que teve origem na China e se alastrou por todo o mundo.
A maior forma de contágio é pelo contato social especialmente por meio de gotículas de saliva da pessoa já contaminada quando espirra, tosse ou mesmo fala.
O Setransp-Aju, que reúne as companhias de ônibus da cidade, por meio de nota em rede social, que a iniciativa ocorreu porque estão encontrando dificuldades para encontrar máscaras de proteção para todos os funcionários.
Ainda de acordo com a nota, em dez dias toda a frota será equipada com as barreiras:
As empresas de ônibus do transporte público coletivo de Aracaju adotaram uma nova medida para reforçar as ações de prevenção neste momento de pandemia. Estão sendo instalados painéis de isolamento para o cobrador e do motorista, para proteção contra partículas durante a circulação de pessoas nos ônibus. Motoristas e cobradores elogiaram a medida e o setor estima que em dez dias úteis toda a frota estará com o equipamento. A iniciativa surgiu diante da dificuldade que as empresas estavam enfrentando para adquirir máscaras suficientes a todos os seus colaboradores, incluindo uma quantidade extra para suprir a rotina necessária de substituição das mesmas.
Junto a isso, as empresas do transporte da capital seguem reforçando a limpeza geral diária dos terminais e ônibus e a higienização frequente dos mesmos nos horários de repouso. Bem como, advertindo aos colaboradores e passageiros, através de orientações, cartazes e campanhas de mídia, sobre a importância de lavar sempre bem as mãos e, se possível, usar álcool em gel.
Como mostrou o Diário do Transporte, por causa da exposição ao público, motoristas e cobradores de ônibus estão entre os profissionais mais vulneráveis à contaminação.
Levantamento do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), que mapeou mais de 2,5 mil ocupações no País, mostrou que o risco de contágio para funcionários em ônibus é de 70%:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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