Isolamento social sobe para 57% na Sexta-Feira Santa, mas está bem abaixo dos 70% recomendados para São Paulo

Fila em área de peixaria em mercado de São Paulo,. Foto: G1/Leitor

Dados são do monitoramento por celulares nos municípios paulistas

ADAMO BAZANI

O isolamento social, medida considerada pelos especialistas em saúde necessária para conter o avanço das infecções pelo novo coronavírus, chegou a 57% da população neste feriado de Sexta-Feira Santa no Estado de São Paulo.

Na quinta-feira, o índice era de 47%.

Os dados fazem parte do SIMI-SP, um sistema de monitoramento do Governo do Estado de São Paulo por meio do rastreamento coletivo dos celulares, realizado em parceria com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM.

Em nota divulgada na tarde deste sábado, 11 de abril de 2020, o Governo do Estado de São Paulo diz que, apesar do aumento, o índice está bem abaixo dos 70% recomendados pelos médicos.

Segundo a nota, o risco com várias pessoas infectadas ao mesmo tempo é que a rede de saúde, tanto pública como a privada, não consigam dar conta de atender às pessoas, as acometidas pela Covid-19 como por outras doenças.

“De acordo com o Coordenador do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, o médico infectologista David Uip, a adesão ideal para controlar a disseminação da COVID-19 é de 70%. Se a taxa continuar baixa, o número de leitos disponíveis no sistema de saúde não será suficiente para atender a população.

A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social. Com isso, é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras.” – diz parte da nota.

Nesta sexta-feira, foram registradas aglomerações em mercados, principalmente em setores de venda de peixes, uma tradição para os católicos, e também foram denunciados bailes e festas entre jovens.

Apesar de o grupo de risco ser de idosos e pessoas com doenças crônicas, os jovens não estão imunes à doença e, o pior, podem se contaminar nestas festas e depois transmitirem para pais, avós, tios, com resultados que correm o risco de ser fatais.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Massayoshi Horino disse:

    Eita doce ilusão! As pessoas saíram sem seus celulares, deixaram em casa!

  2. RodrigoZika disse:

    Enquanto não acontecer com alguém da família, o povo vai continuar saindo na rua, simples assim.

  3. RodrigoZika disse:

    Quem não e obrigado a trabalhar faz o que quer e sai, principalmente devido a páscoa, quando atingir alguém próximo ou ate a pessoa i acorda.

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