Governo do Pará tem barreiras de controle para feriado da Páscoa

Foto: Governo do Pará

Saída de pessoas da capital para municípios do interior está sendo fiscalizada desde ontem, 8, pelos órgãos de Segurança Pública

ALEXANDRE PELEGI

Os órgãos de Segurança Pública do estado do Pará montaram barreiras de contenção em locais estratégicos da região metropolitana da capital Belém.

Agentes da Polícia Rodoviária Estadual, do Departamento de Estado de Trânsito (Detran) e de fiscais da Arcon – Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do estado atuam desde ontem, 08 de abril de 2020, para cumprir do decreto estadual nº 609/2020 que que controla a viagem dos moradores da capital para o interior durante a Semana Santa.

Barreiras de fiscalização foram montadas ainda em diversos pontos do interior do Pará para abordar motoristas, e assim fazer valer a determinação do Governo do Pará, que decretou o fechamento dos acessos a municípios, em transporte rodoviário e fluvial, nos feriados da Semana Santa (de 8 a 13 de abril) e alusivo ao Dia de Tiradentes (de 17 a 22 de abril).

A medida atinge o transporte particular e coletivo a partir do município de Benevides, na Região Metropolitana de Belém, e só não é válido para quem precisa fazer o deslocamento casa-trabalho-casa, e também para transporte de carga.

Em caso de desobediência, os envolvidos serão multados e encaminhados à Delegacia de Polícia mais próxima, para lavratura de procedimento.

O objetivo é evitar ao máximo a proliferação do novo Coronavírus em municípios com menor infraestrutura hospitalar.

Para o procurador-geral do Estado, Ricardo Sefer, o acesso a todas as praias, balneários, igarapés e clubes também está proibido, sob pena de pagamento de multa ou até abertura de procedimento policial. “O foco é impedir o fluxo aleatório, de turismo, seja em veículo público ou privado. Se a questão for trabalho ou de extrema necessidade de saúde, motorista e passageiros devem estar munidos de comprovante de residência e de documento que comprovem a atividade profissional“, orientou o procurador-geral, acrescentado que “o que queremos é evitar que os moradores dos municípios maiores viajem para os menores, onde a estrutura hospitalar é reduzida, para não promover a disseminação do vírus e criar um problema para o sistema de saúde como um todo“.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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