Fechamento de rodoviária em Campo Grande (MS) vai parar na justiça

Presidente do sindicato, Osvaldo César Possari, é também proprietário da Viação Cruzeiro do Sul. Foto: Leonardo Fidelli

Sindicato que representa as empresas de transporte alega que a prefeitura afeta o transporte intermunicipal, o que foge de sua esfera de atuação. Empresa de ônibus também moveu ação na justiça.

WILLIAN MOREIRA

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Mato Grosso do Sul (RODOSUL) entrou na justiça contra a Prefeitura da cidade de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, alegando que a decisão por decreto municipal que proíbe o funcionamento da Rodoviária afeta o transporte intermunicipal, onde a prefeitura não pode legislar.

Em live nesta sexta-feira, 03 de abril de 2020, o Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, informou que deve prorrogar o tempo de fechamento da rodoviária, gerando descontentamentos no sindicato, representante das empresas de transporte rodoviário e da Viação Cruzeiro do Sul, empresa que opera no local e que também acionou a justiça.

O presidente do sindicato, Osvaldo César Possari, é também proprietário da Viação Cruzeiro do Sul.

De acordo com a representação encaminhada à justiça, pelo fato do transporte intermunicipal ser uma concessão estadual, não caberia ao poder municipal intervir no funcionamento da rodoviária, ferindo o direito de operação das empresas.

No entanto, o pedido liminar realizado pela Viação Cruzeiro do Sul foi negado ainda nesta sexta-feira, 03.

Já o pedido realizado pelo RODOSUL está na 4ª Vara de Fazenda Pública e ainda não há uma posição sobre o pedido da entidade.

Em decorrência do fechamento, e das medidas restritivas à circulação, a Viação entrou em férias coletivas até este domingo, 05 de abril.

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Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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