Dados do Google apontam queda de 62% no transporte público brasileiro

Ônibus estão rodando com poucos passageiros. Foto: Adamo Bazani

Percentual está abaixo de países europeus mais afetados pela doença, como Itália e Espanha

ALEXANDRE PELEGI

Análise de dados anônimos de localização divulgados pelo Google apontam que chegou a 62% a queda na circulação dos brasileiros no transporte público.

Os dados foram obtidos a partir de aparelhos dos usuários.

O levantamento do Google chega a resultado parecido aos dados apontados pelo aplicativo de mobilidade urbana Moovit, que utilizou dados de cidades de todo o mundo para monitorar o impacto do novo coronavírus no transporte público. Segundo o relatório do aplicativo, a redução média no transporte coletivo em 10 grandes cidades brasileiras foi de 63%. Relembre: Relatório do Moovit mostra redução média de 63% no transporte público do país diante do coronavírus

A escalada do coronavírus, no entanto, afetou mais a circulação nos países mais afetados até aqui pela disseminação do vírus, como Espanha (88%) e Itália (87% de perda).

Nos Estados Unidos, onde até ontem, 03, já havia 276.995 casos confirmados de Covid-19, a queda foi menor, 51%.

O levantamento mostra dados de 131 países nos meses de fevereiro e março, registrados entre 16 de fevereiro e 29 de março, em comparação a período entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro.

Além do transporte público, o levantamento do Google avaliou residências, locais de trabalho, mercados e farmácias, parques (inclui praças, praias e jardins públicos) e lazer (restaurantes, shoppings, cafés, bares, cinema, museus e teatros).

Itália, Espanha e França, países mais afetados pelo vírus no continente europeu, as reduções foram da ordem de 90% no fluxo de cidadãos em estações de transporte e locais de lazer.

No Brasil, aumentou em quase 20% o volume de pessoas em suas residências na semana passada, enquanto o transporte ficou 62% mais vazio. Sergipe, capital de Aracaju, é a cidade que teve maior queda no volume de pessoas nas estações de transporte público, 86%.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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