Vendas de ônibus caem 14,52% no Brasil no acumulado do ano

Sistemas como da capital paulista tiveram autorização da prefeitura para retardar renovação da frota

O coronavírus, que surgiu na China, interrompeu uma trajetória de retomada. Abril pode ser pior

ADAMO BAZANI

A queda de emplacamentos de ônibus acumula neste ano 14,52%, com 5.294 unidades vendidas entre janeiro e março ante 6.193 do mesmo período de 2019.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 02 de abril de 2020, pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, que reúne concessionárias e representantes.

Se a comparação for entre março de 2020 e março de 2019, a queda é de 35,38%.

No mês passado, foram emplacados 1.295 ônibus e, em março de 2019, foram 2.004 vendidos.

Entre fevereiro e março deste ano, a queda foi de 29,66%.

O principal motivo é o efeito econômico da Covid-19, doença provocada pelo coronavírus, que teve origem na China.

A tendência é de em abril o quadro ser pior, isso porque, ainda no início de março, havia atividades fabris e de vendas de veículos.

Atualmente, as montadoras e encarroçadoras, em sua maioria, estão fechadas como medida de conter o avanço do vírus.

Além disso, no caso do setor de transportes de passageiros, as empresas estão registrando queda de 75% a 90% na demanda e já fizeram revisão dos investimentos, principalmente em frota nova.

No sistema de ônibus da capital paulista, o maior da América Latina e com contratos recentemente assinados, a prefeitura já permitiu as empresas atrasarem seus cronogramas de renovação, como mostrou o Diário do Transporte no dia 25 de março.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/03/25/obrigatoriedade-de-novos-onibus-em-sao-paulo-multas-as-viacoes-e-forma-de-remuneracao-passaram-por-alteracoes-por-causa-de-periodo-de-emergencia-do-coronavirus/

MARCAS:

Mesmo com volumes menores, a Mercedes-Benz e a Volkswagen Caminhões & Ônibus, estão em primeiro e segundo lugares, respectivamente, nos dois segmentos de veículos pesados.

A queda no setor automotivo no Brasil, incluindo ônibus, caminhões, comerciais leves, carros, motos e implementos rodoviários chegou em março a 18,45%.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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