Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá anunciam paralisação total dos ônibus no dia 5 de abril

Foto: Setap / Divulgação

Viações alegam que não terão dinheiro para pagar salários de motoristas, seguindo alerta da NTU

ALEXANDRE PELEGI

Agora não são prefeitos e governadores que determinam a paralisação ou redução do transporte de passageiros em seus estados e municípios.

A grave crise no setor de transporte coletivo, urbano, intermunicipal e interestadual, estão levando muitas empresas de ônibus do país a reduzirem ou até mesmo interromperem sua operação por uma razão muito forte: a falta de dinheiro para custear a operação.

É o caso da região metropolitana de Macapá, capital do Amapá, onde a queda no número de passageiros foi dramática: de 90 mil usuários por dia, o movimento caiu para menos de 9 mil.

Além da pandemia do coronavírus, que afetou diretamente o setor, reduzindo o número de passageiros, há também o problema do transporte por aplicativos e do transporte pirata, que já tinha imposto uma queda de 20% na demanda.

Nesta quarta-feira, 01 de abril de 2020, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap) anunciou que vai fazer uma paralisação total dos ônibus em pelo menos 200 cidades. Na relação, estão os municípios que integram a região metropolitana de Macapá. A suspensão dos serviços será a partir deste domingo, dia 5 de abril.

A data de 05 de abril é a mesma citada em nota pela NTU, associação que representa mais de 500 empresas de ônibus urbanos e metropolitanos de todo o País. A Associação prevê que a partir desta data, os sistemas públicos de transportes podem entrar em colapso com paralisação dos serviços em várias partes do país. Relembre: Sistemas de ônibus urbanos no Brasil vão entrar em colapso no dia 05 de abril e empresas querem seis meses de suspensão de impostos, diz NTU

O Sindicato das Empresas aguarda agora uma reunião com o governador do Amapá, Waldez Góes, e o prefeito da capital Macapá, Clécio Luís.

Para não paralisar o transporte, o Setap propõe a regularização e antecipação do pagamento que as empresas têm direito dos benefícios de Vale Transporte e Passe Livre, tanto do Estado quanto do município. Além disso, pedem também a suspensão de tributos, taxas e parcelamentos de dívidas até a regularização do sistema.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Miranda disse:

    Mas se não tiver ônibus como é que as pessoas vão pro serviço quem depende de ônibus pessoal aí que querem fazer isso eles não estão nem aí porque eles têm o próprio carro deles

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