Coronavírus: Empresa de ônibus de Gaspar (SC) demite todos os funcionários

Publicado em: 2 de abril de 2020

Ofício foi encaminhado pela Coletivo Caturani à Prefeitura

JESSICA MARQUES

A Coletivo Caturani, empresa de ônibus responsável pelo transporte coletivo de Gaspar, em Santa Catarina, vai demitir todos os funcionários.

A empresa enviou um ofício à Prefeitura nesta semana informando que vai dispensar os 42 trabalhadores. A justificativa é falta de dinheiro em caixa para cumprir obrigações financeiras, entre elas, os salários.

Também de acordo com o ofício, o problema financeiro da empresa teria sido agravado pela pandemia do novo coronavírus. Isso porque houve uma queda significativa na demanda de passageiros.

No documento, a empresa informou que reuniu os trabalhadores para explicar a situação. Além disso, a Coletivo Caturani informou que as demissões serão feitas individualmente, com parcelamento da rescisão, por motivo de “força maior”.

“Não havia outra alternativa para o momento, como forma de assegurar algum recebimento aos funcionários (parcelamento das verbas, saque do FGTS, seguro desemprego), diante da paralisação total do transporte”, diz trecho do ofício.

Além disso, a companhia informou no documento que está “disposta a dar continuidade nos trabalhos quando os decretos de isolamento cessarem”. As condições para voltar a operar incluem que a Prefeitura assegure condições financeiras para a empresa.

Também segundo a Caturani, os créditos nos cartões de transporte estarão válidos quando o transporte voltar à normalidade. Isso deve ocorrer também caso outra empresa assuma a operação.

PREFEITURA NÃO ASSINA CONTRATO

Em nota, a Prefeitura de Gaspar informou que estava prestes assinar o novo contrato de prestação de serviços de transporte público com a empresa, do antes do início da quarentena.

“Com a suspensão do serviço pelos decretos do Governo do Estado e sem previsão de volta, o contrato não foi assinado”, explicou a Prefeitura.

“A Prefeitura de Gaspar lamenta profundamente a demissão dos funcionários e reforça que, apesar de não poder interferir diretamente no acordo entre empresa privada e colaboradores, continua a negociação para que, assim que autorizado o retorno do transporte público, o contrato possa ser assinado e os serviços retomados”, informou a administração municipal, em nota.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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