Nova resolução prevê limite de 65% da frota da CPTM, Metrô, EMTU e Metra em circulação por causa da redução da demanda

Transportes Metropolitanos com redução da demanda, mas de acordo com autoridades de saúde, ônibus e trens não podem andar lotados

Entretanto, sistemas devem ser monitorados e percentuais podem ser alterados

ADAMO BAZANI

Nova resolução da STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos, publicada nesta quarta-feira, 01º de abril de 2020, prevê limite de 65% da frota da CPTM, do Metrô, dos ônibus da EMTU e do sistema do Corredor ABD em operação.

A medida se dá por causa da redução de demanda devido às medidas de isolamento social para conter o avanço do coronavírus.

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, com o Ministério da Saúde e com o que os outros países ensinam, em especial Itália e Espanha, o isolamento social no momento da subida do número de casos se mostrou a única maneira conhecida eficaz para evitar que os sistemas de saúde entrem em colapso com várias pessoas infectadas ao mesmo tempo.

Até então, a redução de frota não poderia ser superior a 35%.

“Diante da redução da demanda por transporte público coletivo no sistema gerenciado pelo Governo do Estado de São Paulo, a operação do sistema de trens e ônibus será de até 65% do total da frota”

A resolução ainda prevê o monitoramento da lotação e a possibilidade de alterar a frota, inclusive para além desse limite, em especial nos horários de pico.

Será realizado monitoramento diário da demanda, o que possibilitará a revisão do índice previsto no artigo 1º desta Resolução e a sua eventual calibragem nos horários de pico

Passageiros tanto de ônibus como de sistema de trilhos relatam que em algumas linhas nas horas de maior movimento ainda há muita lotação, o que contraria a recomendação das autoridades de saúde nesta época de pandemia.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Laurindo Martins Junqueira Filho disse:

    A diminuição da frota está aumentando a concentração em vários dos serviços, principalmente nos ônibus. Apesar da falta de operadores (q estão com receio de comparecer ao serviço), assim como da economia necessária no custeio das frotas plenas, o cuidado maior deveria estar na concentração de passageiros. A oferta deveria ser mais larga do que a demanda, para baixar as densidades. Além disso, passaremos a ter cada vez mais atividades voltando à rotina, o que irá aumentar a demanda e, portanto, a concentração. Acho q só estão levando em conta a economia do custeio e não a saúde pública…

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