Coronavírus: São Bernardo do Campo divulga alterações no transporte coletivo a partir de segunda-feira

Transporte coletivo vai operar com metade da frota em dias úteis. Foto: Divulgação.

Gratuidades a idosos e estudantes seguem suspensas

JESSICA MARQUES

Após a suspensão do transporte coletivo do ABC Paulista ter sido revogada, a Prefeitura de São Bernardo do Campo divulgou alterações na circulação dos ônibus. As mudanças vão entrar em vigor a partir de segunda-feira, 30 de março de 2020.

Em toda a região, será aplicada uma redução da frota para o cotidiano e não mais a suspensão da circulação dos ônibus, que havia sido anunciada para começar no dia 29.

Desta forma, em São Bernardo do Campo, o transporte municipal, composto por aproximadamente 400 ônibus, irá para as ruas com 50% da frota nos horários de pico (entre 6h30 e 9h e 17h às 20h30) e 30% nos demais horários, a partir de segunda.

Aos fins de semana e feriados a frota será de 30% nos horários de pico e de 15% no resto do dia. Os percentuais seguem a definição do Consórcio Intermunicipal do ABC e deve ser aplicada nas outras seis cidades da região: Santo André, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

“Nós, aqui no município, havíamos conseguido o entendimento com a concessionária do transporte e os profissionais para uso específico. No entanto, foi colocado em pauta que muito dos usuários estão vindo da Capital e seriam prejudicados para chegar ao hospital”, afirmou o prefeito Orlando Morando, detalhando que o plano inclui os ônibus intermunicipais e o trólebus.

Desde o início das medidas de combate ao Covid-19, a utilização do ônibus municipal em São Bernardo do Campo vem registrando quedas gradativas, segundo a Prefeitura. A redução é superior a 70%, entre os 230 mil usuários que utilizavam normalmente.

GRATUIDADES

Está mantido na cidade o veto das gratuidades a estudantes e idosos nos ônibus municipais. As medidas já haviam sido anunciadas para coibir aglomerações, por conta do coronavírus.

REFORÇO NA HIGIENIZAÇÃO

A SBCTrans, empresa que opera na cidade, anunciou diversas ações para prestar serviço ao público durante o período de quarentena, em vigor no estado de São Paulo.

A operadora informou que montou uma equipe com 80 profissionais de limpeza para atuar na higienização dos coletivos durante a operação das linhas, nos terminais e pontos de parada com maior movimento.

“Precisamos garantir o transporte seguro e dar tranquilidade a quem precisa se locomover neste período crítico para que os serviços essenciais não sejam prejudicados. Ao mesmo tempo, intensificamos as ações de higienização dos veículos, terminais e pontos finais para colaborar com a prevenção, com a saúde e o bem-estar da comunidade”, afirmou, em nota, Milena Braga Romano, diretora executiva da SBCTrans.

Também segundo a empresa, a equipe da SBCTrans “está trabalhando nos locais de maior concentração de pessoas, além de garantir a higienização em intervalos de tempo menores nos terminais, pontos finais e pontos de parada, como Praça Brasil, terminal rodoviário João Setti e Riacho Grande. É feita a limpeza dos balaústres, de toda a parte de cobrança do motorista, console, bancos e demais pontos de contato do ônibus”.

Além disso, a empresa formou um Comitê de Gerenciamento de Crise, envolvendo diferentes áreas e proporcionou formação técnica para grupos de funcionários voluntários que estão atuando na intensificação dos serviços de higienização dos ônibus.

A SBCTrans também afastou 70 funcionários com 60 anos ou mais, entregou mil frascos com álcool em gel para motoristas e cobradores, além de ter reforçado a quantidade de sabonete líquido em todos os 33 pontos finais.

“Para orientar e tranquilizar os colaboradores e seus familiares, a SBCTrans criou ainda um programa de comunicação interna para trazer informações sobre ações de prevenção e controle do contágio.”

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Aderbal Barbosa disse:

    Esta é uma ótima prestação de serviço. Parabéns …

  2. Jose Carlos de Souza disse:

    E quantos aos idosos que precisam se deslocar até a farmácia de alto custo e também fazem tratamento médico que não pode ser interrompido como a quimio a rádio etc consultas médicas exames e coleta oncohematológicas. Precisam ir aos hospitais para procedimentos Como ficam os mais necessitados??

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