Orlando Morando diz que na terça-feira prefeitos do ABC discutem com Estado suspensão de ônibus do ABC e não descarta haver mudanças

Morando diz que se for mantida suspensão, empresas devem se organizar para oferecer transporte aos trabalhadores

Até o momento, decisão do Consórcio Intermunicipal do ABC está mantida, mas reunião com “Transportes Metropolitanos” pode trazer novidades. Prefeito de São Bernardo do Campo diz que empregadores devem se organizar

ADAMO BAZANI

Em uma transmissão em rede social na internet no início da noite deste domingo, 22 de março de 2020, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, disse que na próxima terça-feira, 24 de março de 2020, os prefeitos do ABC e o Secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, vão fazer uma nova reunião para discutir a anunciada paralisação de todos os ônibus municipais das sete cidades a partir do dia 29, como medida para conter o avanço do coronavírus.

Morando disse que, por enquanto a decisão de paralisar os ônibus está mantida, mas não descarta mudança de posições.

Ainda sobre a provável suspensão dos serviços de ônibus municipais, Morando diz que o município vai garantir apenas o transporte de profissionais de saúde das redes pública e privada.

O Diário do Transporte noticiou na última semana que o transporte destes profissionais deve ser feito pelos ônibus da empresa da cidade, SBC Trans.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/03/20/sao-bernardo-do-campo-detalha-plano-de-transporte-publico-para-funcionarios-de-servicos-essenciais/

Morando falou ainda que não serão disponibilizados ônibus para outros trabalhadores e que as empresas que ainda poderão funcionar devem se organizar e buscar meios próprios.

Ouça:

O Diário do Transporte mostrou também neste domingo que em entrevista coletiva na tarde deste domingo, 22 de março de 2020, o ministro da Saúde criticou decisão dos prefeitos em parar completamente todos os serviços de ônibus.

Luiz Henrique Mandetta disse que fez uma reunião neste domingo por meio de videoconferência com prefeitos de capitais e explicou que um mínimo de circulação tem de ser garantida para os profissionais de serviços essenciais para o combate do coronavírus, não só enfermeiros, médicos, técnicos de exames ou fisioterapeutas, mas também para os operários que trabalham em fábricas de componentes que podem ser essenciais para a fabricação de produtos como álcool em gel, máscaras, termômetros e respiradores.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/03/22/ministro-da-saude-critica-decisao-de-prefeitos-de-cortar-todos-os-servicos-de-onibus/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. DALVA ELOIZA KRAMER BOEIRA disse:

    Se eu fosse enfermeira de um idoso parente de vcs ,e não comparecer ao plantão quem iria ficar com ele(a) ,, sem ônibus é isso q irá acontecer,e somos profissionais de responsabilidade e não temos carteira assinada somos MEI ou alguns nem isso ,direto com a família. E aiiiiiii

  2. Marcos Sergio Fernandes disse:

    muitos funcionários de vários serviços essenciais como farmácias, padarias e postos de combustíveis, entre outros, dependem do transporte publico para ir e voltar ao trabalho para esses serviços funcionarem. É evidente que sem transporte tais serviços serão prejudicados.

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