Cidades da Baixada Santista bloqueiam acesso de turistas

Em Santos, onde a prefeitura decretou calamidade pública, a Guarda Municipal usa drone e quadriciclos para fiscalizar interdição na orla

Estradas terão barreiras, e só será permitido passar aqueles que comprovarem vínculo empregatício ou residencial. Algumas cidades já começaram a implementar medida após decisão judicial

ALEXANDRE PELEGI

Em reunião neste sábado, 21 de março de 2020, os nove prefeitos da região da Baixada Santista, litoral de São Paulo, em encontro do Comitê Metropolitano de Contingenciamento do Coronavírus, divulgaram novas medidas que começam a valer neste domingo, 22.

Todas as cidades da Baixada Santista estão em estado de calamidade pública.

Na área de transportes, o Comitê ressalta a peculiaridade da região, por conta dos imóveis de veraneio, com o grande movimento de veículos que ainda estão se dirigindo à Baixada Santista. E decidiu que cada cidade realizará bloqueios estratégicos nos seus acessos. Serão permitidos apenas os motoristas que comprovarem vínculo empregatício ou residencial.

O Comitê decidiu ainda encaminhar pedido ao Governo do Estado para a realização de uma campanha de comunicação para que turistas não venham à região. Além disso, os prefeitos querem que o Governo faça uma triagem dos veículos no pedágio, preservando as excepcionalidades como profissionais de serviços essenciais, veículos de abastecimento, Porto e Polo Petroquímico.

No caso do comércio, a decisão foi pelo fechamento total dos estabelecimentos comerciais, incluindo marinas, clubes, lojas de conveniência de postos de combustível, mantendo aberto apenas supermercados, feiras livres, venda de gás, postos de combustível, farmácias e estabelecimentos do ramo alimentício (estes devem manter as portas fechadas e funcionar apenas para delivery).

No Litoral Sul do estado, um pedido do Ministério Público Estadual foi acatado pela Justiça, que determinou a instalação de barreiras e pontos de controle nos acessos às cidades de Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri e Pedro de Toledo.

O objetivo é restringir o acesso de turistas às cidades durante o estado de calamidade provocado pelo coronavírus.

Na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega serão permitidos apenas veículos de emergência, para atendimento médico, abastecimento e prestação de serviços considerados essenciais.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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