ANATRIP pede que ANTT intensifique fiscalização sobre o transporte clandestino

Publicado em: 20 de março de 2020

Viação Xavantes é uma das empresas associadas à ANATRIP. Foto: Vitor Nunes

Fechamento de terminais rodoviários e interrupção de tráfego nas rodovias, segundo a Associação, produziram uma escalada no transporte pirata, se transformando em perigoso foco de disseminação do COVID 19

ALEXANDRE PELEGI

A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (ANATRIP), diante da proibição do tráfego de ônibus nas rodovias devido ao coronavírus, conforme deliberação de ao menos sete governadores estaduais, está registrando queda de ao menos 50% do movimento de passageiros em viagens interestaduais e intermunicipais.

Além disso, afirma em nota a Associação, o fato contribuiu indiretamente para o crescimento do transporte clandestino de passageiros, “realizado por veículos que não são alvo de qualquer fiscalização”.

Desta forma, a ANATRIP alerta as autoridades que tais pessoas continuam a transportar ilegalmente os passageiros mais desavisados, “e como não são fiscalizados, não adotam as medidas de higiene básica, menos ainda as medidas excepcionais de higienização, tendo se transformado em um perigosíssimo foco de disseminação do COVID 19 por todo o Brasil”.

A Associação ressalta que as transportadoras regulares, credenciadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), implementaram procedimentos excepcionais de higienização de seus ônibus, “que depois da limpeza pela qual passam diariamente, agora também são lavados internamente com álcool 70%, conforme a orientação dos órgãos da saúde pública”.

Ainda segundo a nota, a ANATRIP pede às autoridades, “especialmente ao Ministério da Infraestrutura e a Agência Nacional de Transportes Terrestres que promovam IMEDIATAMENTE a intensa fiscalização do transporte clandestino de passageiros, cujas características de operação são de conhecimento dessas autoridades que há anos vêm recebendo denúncias detalhadas dessa irregularidade e do modo e dos locais onde ela acontece”.

Finaliza a nota: “A inércia dos órgãos de fiscalização ao longo dos últimos anos, a permanecer agora, pode contribuir com a intensificação da disseminação do vírus COVID 19”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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