Motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo trabalham com medo diante do coronavírus, diz sindicato

Limpeza não é integral ainda nos terminais. Foto/Arquivo - Ilustrativa

Segundo Sindmotoristas, apenas a intensificação da limpeza dos ônibus nas garagens é de fato cumprida por todas as empresas

ADAMO BAZANI

Motoristas e cobradores de ônibus, fiscais e funcionários de terminais que lidam diariamente com o público na capital paulista trabalham com medo de contágio pelo coronavírus.

A informação é do Sindmotoristas, sindicato que representa os trabalhadores, que nesta quinta-feira, 19 de março de 2020, divulgou um comunicado dizendo que, na prática, a única medida tomada integralmente que está prevista no pacote de ações relacionadas ao transporte público é o reforço da higienização dos ônibus dentro das garagens.

“Até agora o que, efetivamente, foi feito foi a intensificação da higienização dos veículos, o que é insuficiente e inexpressivo diante do número de pessoas que usufruem do serviço.” – diz parte do comunicado.

Assim, a limpeza ao final de cada viagem e o aumento da quantidade de álcool em gel nos terminais não está sendo cumprida integralmente na cidade.

De acordo com o presidente da entidade, Valdevan Noventa, o sindicato está dialogando com a prefeitura e empresas para buscar alternativas.

“Temos noção da tamanha gravidade dessa pandemia, da necessidade de todos trabalharem e de usarem o transporte público. Mas, precisamos buscar uma solução imediata. São 4 milhões de pessoas que usam os veículos diariamente”, afirmou o presidente do sindicato e deputado federal, Valdevan Noventa.

“Estamos agindo com toda cautela do mundo. Não se trata de uma questão isolada de calamidade na Saúde Pública. Afinal, já são previsíveis os reflexos negativos na economia nacional. Por isso, estamos buscando todos os caminhos para garantir o emprego, os direitos, a saúde e sobretudo, a vida dos trabalhadores”, concluiu Noventa.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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