Agência de Transportes Terrestres propõe à União a caducidade da concessão da Ferrovia Transnordestina
Publicado em: 11 de março de 2020
Em Deliberação publicada em outubro de 2019, Diretoria Colegiada da Agência propôs ao Governo Federal o rompimento do contrato com o Grupo CSN
ALEXANDRE PELEGI
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT publicou no Diário Oficial desta quarta-feira, 11 de março de 2020, a Deliberação nº 126, por meio da qual propõe à União a declaração da caducidade do Contrato de Concessão da Ferrovia da Transnordestina Logística S/A – TLSA.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 23 de outubro de 2019, a Diretoria Colegiada da Agência já havia feito ao Governo Federal a declaração da caducidade do Contrato de Concessão da Transnordestina.
A ANTT acolheu na época as recomendações de um relatório de uma comissão processante que verificou o descumprimento de obrigações contratuais relativas ao trecho chamado de “Malha I”, com 495 km de extensão.
Na ocasião, a ANTT determinou que fosse instaurado um processo administrativo, inclusive visando apurar o valor de eventual indenização aos cofres públicos.
Na publicação de hoje, a Agência acolhe as recomendações constantes do Relatório Final.

A FTL S/A é uma empresa brasileira de logística, controlada pelo Grupo CSN que opera ferrovias com 1.190 km de extensão ligando os portos de Itaqui (São Luis/MA), Pecém (São Gonçalo do Amarante/CE) e Mucuripe (Fortaleza/CE), na Região Nordeste do Brasil.
A companhia, criada a partir da cisão da TLSA (Transnordestina Logística S/A) em 29 de outubro de 2012, administra desde então a chamada Malha I, que compreende os trechos em bitola métrica de São Luís a Mucuripe, Arrojado a Recife, Itabaiana a Cabedelo e Paula Cavalcante a Macau.
A Malha II ficou com a TLSA, e é composta pelos trechos Missão Velha-Salgueiro, Salgueiro-Trindade, Trindade-Eliseu Martins, Salgueiro-Porto de Suape e Missão Velha-Porto de Pecém, passando pelos estados do Piauí, Ceará e Pernambuco. Este trecho compreende a construção da Ferrovia Nova Transnordestina, com extensão total de linhas de 1.753 quilômetros.
A construção da ferrovia Transnordestina começou em 2006 e atravessou as gestões Lula, Dilma e Temer. A obra está paralisada desde 2017.
A obra, com orçamento inicial de R$ 4,5 bilhões, viu seu valor aumentado para R$ 5,6 bilhões e depois para R$ 7,5 bilhões.
Determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) de 2017 suspendeu a liberação de recursos públicos para o projeto até que a TLSA apresente à agência reguladora um cronograma e um orçamento factíveis. O Governo Federal pressiona para concluir a obra.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Amigos, bom dia.
Apesar da demora; até que em enfim uma decisão tardia mas acertada.
Tem de fazer chover, afinal o prejuízo suportado pelo lombo do contribuinte é enorme.
E tem mais tem de processar quem está envolvido com esse relaxo e apenados aqueles que forem considerados culpados em última instância.
VAMO TRABLHA BARSILei.
Att,
Paulo Gil
Mas as obras não foram retomadas? Não houve novos aportes de capital pela TLSA como dito pelo presidente na audiência pública realizada em 4 de dezembro/2019?