Greyhound proíbe agentes de imigração de Trump em ônibus sem autorização judicial

Publicado em: 26 de fevereiro de 2020

Ações são criticas por entidades de direitos civis

Maior empresa da América vai colocar adesivos com a posição da companhia

ADAMO BAZANI

A gigante dos transportes Greyhound anunciou a proibição de agentes de imigração do governo dos Estados Unidos pararem e entrarem em seus ônibus sem ordem judicial.

Apenas será permitido o ingresso nas áreas de verificação.

De acordo com o jornal The New York Times, a companhia de ônibus disse que já providencia adesivos ressaltando a proibição e a posição da empresa contra as incursões repentinas e sem autorização.

Com a política anti-imigração do presidente Donald Trump, as fiscalizações aumentaram, em especial nos raios de 160 km das fronteiras.

Algumas ações, de acordo com ativistas, resultaram em incidentes com passageiros e constrangimentos.

As organizações em defesa de imigrantes comemoraram a postura da empresa de ônibus e pedem que outras companhias sigam o exemplo.

A vice-diretora de políticas da divisão de igualdade da ACLU (União Americana das Liberdades Civis, em português), Andrea Flores, disse que o que estava ocorrendo nos ônibus era assédio.

“Estamos satisfeitos por ver Greyhound comunicar claramente que não concorda com o perfil racial e assédio em seus ônibus”

A “Polícia de Fronteira” dos EUA informou que “as operações de fiscalização fora da fronteira imediata são realizadas de acordo com a lei e em apoio direto aos esforços imediatos de fiscalização da fronteira, e essas operações funcionam como um meio de impedir o contrabando e outras organizações criminosas da exploração, dos centros de transporte existentes para viajar mais para os Estados Unidos. “

A decisão da Greyhound ocorreu após vir a público no fim de janeiro de 2020 um memorando da então chefe da Patrulha da Fronteira, Carla Provost, que se aposentou. No documento, Provost afirmava que sem decisão judicial ou consentimento das viações, os agentes não poderiam entrar nos ônibus fora das áreas de fronteira.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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