Greca apresenta projeto para captar R$ 79,5 milhões do DNIT para conclusão da Linha Verde

Trecho da linha Verde. Obra é considerada essencial para passageiros de ônibus

Proposta está em tramitação na Câmara Municipal

ADAMO BAZANI

Está em análise pelos vereadores de Curitiba (PR) projeto do prefeito Rafael Greca para conseguir autorização para firmar um convênio com o DNIT -Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes de R$ 79,5 milhões com o objeto de concluir Linha Verde Norte.

Na justificativa do projeto, Greca diz que a obra vai permitir “total funcionalidade do sistema operacional do transporte coletivo, do sistema viário e da estação de integração Atuba”

Segundo a assessoria da Câmara Municipal de Curitiba, a proposta foi protocolada em 12 de fevereiro, em regime de urgência de iniciativa do Executivo, e já foi instruída pela Procuradoria Jurídica (Projuris) da Casa. Nesse caso, a matéria é levada ao plenário no prazo de 45 dias, mesmo que as comissões temáticas do Legislativo não finalizem a análise do projeto de lei.

Uma parte deste valor já está prevista no OGU – Orçamento Geral da União no âmbito do Programa Mobilidade Urbana e Trânsito, na ação Apoio a Sistemas de Transporte Público Coletivo Urbano.

O projeto da expansão da Linha Verde prevê as seguintes intervenções:

– implantação de canaleta exclusiva para o transporte coletivo tipo BRT, para o tráfego de ônibus articulados e biarticulados;

– implantação das vias marginais, que são as duas vias laterais à canaleta exclusiva, destinadas à circulação de veículos em geral;

– implantação das vias locais, esquerda e direita, para acessos e atendimento às atividades lindeiras;

– implantação de uma transposição em desnível (trincheira), com seis faixas de circulação;

– construção de uma estação de embarque e desembarque similar às já existentes ao longo da Linha Verde (Estação Atuba), com a integração com ônibus alimentadores.

A obra ao longo do contrato tem registrado problemas. O início foi em novembro de 2018 e a previsão de entrega era final de 2020.

Mas a construtora, só tinha cumprido menos de 5% do projeto. Em agosto de 2019, a prefeitura rescindiu contrato e chamou o Consórcio Estação Solar, formado pela TCE Engenharia Ltda. e a Construtora Triunfo S.A.,que foi segundo colocado na concorrência e aceitou continuar as obras.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Samuel Joselito disse:

    Na minha opinião essa Linha Verde é uma vergonha ! Curitiba uma cidade que não tem metrô, e as vias são todas no mesmo nível de travessia, quando muito têm uma “trincheira, obra que não atende nem a demanda atual, imagine daqui a 10 anos ?

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