Prefeitura do Rio de Janeiro divulga lista de empresas de ônibus com mais reclamações

Consórcio Santa Cruz tem as linhas mais reclamadas do último trimestre

JESSICA MARQUES

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, divulgou o Ranking Negativo de Linhas, que está disponível de forma permanente no site Transparência da Mobilidade.

Os dados, referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2019, servem para conduzir as ações de fiscalização a respeito dos serviços oferecidos aos usuários. Segundo o ranking, o Santa Cruz foi o consórcio com o maior registro de reclamações no período.

As três linhas mais reclamadas no quesito conduta foram:

  • 006 (Silvestre – Castelo);
  • 865 (Pau da Fome – Taquara);
  • 422 (Grajaú – Cosme Velho).

No que se refere ao serviço:

  • 834 (Largo do Correa – Campo Grande);
  • 813 (Manguariba – Santa Cruz);
  • 301 (Rodoviária – Barra da Tijuca).

Com relação à conservação dos veículos, foram:

  • 842 (Paciência – Campo Grande);
  • 847 (Rio da Prata – Campo Grande);
  • 006 (Silvestre – Castelo).

Segundo a Prefeitura, a pontuação é contabilizada tendo como base o Código Disciplinar do modal, onde constam as irregularidades e as punições cabíveis para cada caso.

“A pontuação é obtida a partir de uma fórmula que leva em conta a gravidade da irregularidade, o IDH do bairro da reclamação e a frota da linha. As linhas que atingem uma média superior à tolerância tornam-se objeto de vistoria mais apurada e prioritária.”

A pontuação negativa de cada linha é dividida em três principais vertentes:

– Conduta (motorista que não para no ponto, que dirige de forma desatenta, que usa o celular na direção; falta de urbanidade do motorista);

– Má conservação (bancos rasgados, vidros quebrados, equipamentos inoperantes, mau estado da carroceria, entre outros);

– Nível de serviço (é um índice quantitativo, que inclui escassez de ônibus, retirada de linhas das ruas, entre outros).

Em nota, o secretário municipal de Transportes, Paulo Amendola, afirmou não estar satisfeito com essa atuação e tem feito cobranças frequentes às empresas, com base da atuação da equipe de fiscalização da secretaria.

Amendola também ressaltou a importância da participação da população por meio do 1746 para o registro de denúncias de irregularidades nos serviços prestados.

“A população tem um papel fundamental para apontar queixas e direcionar o trabalho das nossas equipes. E o Ranking Negativo é um termômetro fundamental para que possamos realizar ações pontuais mais ágeis ainda e coibir os problemas identificados pelos passageiros”, disse.

A secretaria informou, em nota, que segue atenta no monitoramento de todas as linhas e na fiscalização reforçada da frota em circulação. “Se obrigações contratuais forem descumpridas, as sanções cabíveis são aplicadas”.

As empresas de ônibus foram procuradas pelo Diário do Transporte e não enviaram posicionamento até a publicação desta reportagem.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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