Quase 200 mil itens foram esquecidos em trens e estações da CPTM e do Metrô de São Paulo em 2019

No topo da lista dos objetos mais recebidos nas estações do Metrô em 2019 estão os cartões bancários. Foto: Divulgação.

Objetos encontrados ficam armazenados para serem devolvidos aos passageiros

JESSICA MARQUES

Cerca de 200 mil itens foram esquecidos em trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e do Metrô de São Paulo em 2019. Ao todo, foram 194.878‬ deixados nas dependências do sistema metroferroviário da região no ano passado.

Em ambos os casos, todos os objetos entregues na central ficam armazenados por até 60 dias. Neste período, os funcionários tentam encontrar o dono e, quando não são localizados, os itens são encaminhados para o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, entidade social mantida pelo Governo do Estado.

A instituição já foi beneficiada com roupas e brinquedos, entre outros itens. No caso dos documentos, a maioria é devolvida aos órgãos expedidores e os cartões de banco são destruídos.

CPTM

A Central de Achados e Perdidos da CPTM, localizada na Estação Palmeiras-Barra Funda, recebeu 91.668 itens esquecidos em 2019, dos quais 65.026 (71%) eram documentos.

Entre os 26.658 objetos restantes, há sempre algo inusitado, como um rolo grande de tecido ou um carrinho de bebê. Segundo a CPTM, em dezembro, um notebook também foi esquecido.

Quem entra na Central de Achados e Perdidos também pode ver muletas, pia, vaso sanitário, instrumentos musicais, mala de viagem, barraca de camping e dentaduras entre tantas outras coisas esquecidas durante as viagens. A figura mais presente, depois dos documentos, é o guarda-chuva.

A Estação da Luz ostenta o título de campeã, com 10.402 itens esquecidos. Na vice liderança está a Estação Barra Funda, com 7.276 objetos, quase empatada com Brás, que totalizou 7.226 peças, 50 a menos, segundo a CPTM.

“Das sete linhas, a que conquistou o pódio em 2019 foi a 8-Diamante, com 17.862 artigos esquecidos. Por uma diferença de 100 itens, a 9-Esmeralda ficou com a vice liderança, totalizando 17.762 objetos. Já a Linha 12-Safira, ficou em terceiro lugar, com 17.253. A Linha 10-Turquesa ocupa o quarto lugar deste ranking, com 15.042 peças. Em quinto lugar vem a Linha 11-Coral: a mais movimentada do sistema computou 13.680 itens. Na sequência, figura a Linha 7-Rubi, com 7.967 objetos e, em sétimo, a jovem Linha 13-Jade com 2.102 itens.”

Em 2018, foram achados 88.611 itens contra 77.615 objetos computados em 2017. O que revela que a cada ano as pessoas ficam mais desatentas ou desapegadas dos seus pertences.

Confira o ranking objetos perdidos por linha, em 2018 e 2019

Ranking das Linhas 2019

Classificação

Nome da Linha

Itens perdidos

1º. Lugar

Linha 8-Diamante

17.862

2º. Lugar

Linha 9-Esmeralda

17.762

3º. Lugar

Linha 12-Safira

17.253

4º. Lugar

Linha 10-Turquesa

15.042

5º. Lugar

Linha 11-Coral

13.680

6º. Lugar

Linha 7-Rubi

7.967

7º. Lugar

Linha 13-Jade

2.102

  Total

7 linhas

91.668

Ranking das Linhas 2018

Classificação

Nome da Linha

Itens perdidos

1º. Lugar

Linha 12-Safira

18.508

2º. Lugar

Linha 8-Diamante

17.349

3º. Lugar

Linha 9-Esmeralda

16.702

4º. Lugar

Linha 11-Coral

14.560

5º. Lugar

Linha 10-Turquesa

12.997

6º. Lugar

Linha 7-Rubi

7.333

7º. Lugar

Linha 13-Jade

1.162

  Total

7 linhas

88.611

Serviço: Se você perdeu algum objeto e acha que pode ter sido nas dependências da CPTM, procure a Central de Achados e Perdidos, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto feriados, na Estação Palmeiras-Barra Funda. O contato também pode ser feito pelo telefone 0800 055-0121 ou pelo e-mail passageiro@cptm.sp.gov.br.

METRÔ DE SÃO PAULO

O balanço anual da Central de Achados e Perdidos do Metrô registrou em 2019 um novo recorde de objetos recolhidos no sistema. De janeiro a dezembro do ano passado, 103.210 itens foram cadastrados pelos funcionários das estações, um acréscimo de 13,12% em relação a 2018 quando foram computados 91.236 objetos catalogados. Desse total, 24.787 objetos (24,01%) foram devolvidos, média um pouco acima da anotada em 2018 (23,30%), segundo o Metrô.

Todos os objetos recolhidos nas estações das linhas 1, 2, 3 e 15, operadas pelo Metrô, e da Linha 4-Amarela, que é operada pela ViaQuatro, são encaminhados para a Sé e permanecem no local para devolução por 60 dias.

“Os livros em bom estado de conservação passam a compor o acervo do #achadosnaleitura, programa que permite o acesso dos passageiros aos exemplares recebidos na Central de Achados e Perdidos e que não foram procurados há mais de 60 dias. Após triagem tudo aquilo que é perecível ou não pode ter nenhum encaminhamento é descartado”, informou o Metrô, em nota.

No topo da lista dos objetos mais recebidos nas estações do Metrô em 2019 estão os cartões bancários, escolares e de agremiações. Logo em seguida, o bilhete único da SPTrans é o segundo item mais cadastrado como objeto perdido.

Documentos de RG e CNH também ocupam lugar de destaque, na terceira posição. Na sequência do ranking encontramos carteiras, bilhetes BOM, dinheiro, chaves, blusas, casacos e jaquetas, celulares e óculos de grau.

As estações Palmeiras/Barra Funda, Jabaquara, Sé, Corinthians/Itaquera, República, Tucuruvi, São Bento, Trianon-Masp e Santana foram as que anotaram o maior número de registros de objetos e documentos perdidos no ano passado, segundo o Metrô.

Confira abaixo as regras para consulta e devolução, segundo o Metrô:

As consultas de objetos identificados e documentos podem ser feitas pessoalmente, na Central de Achados e Perdidos (CAP), na estação Sé, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 7 às 20h, pela Central de Informações do Metrô, pelo telefone 0800-770 7722, todos os dias, das 5h00 às 00h00, ou ainda pelo site do Metrô (www.metro.sp.gov.br). Já a consulta de objetos não identificados deve ser realizada somente presencialmente na Central de Achados e Perdidos (CAP), na estação Sé.

Objetos identificados só serão devolvidos ao proprietário mediante a apresentação de documento de identificação. Parentes em primeiro grau também podem fazer a retirada após comprovarem o parentesco. Já terceiros poderão resgatar o item para devolução desde que o dono envie carta constando sua identificação e a da pessoa autorizada a fazer a retirada.

Quando se tratar de resgate de objeto não identificado, a identificação é feita por meio das características físicas do objeto fornecidas pelo passageiro, além do local da estação, dia e horário, etc da perda. Em caso de telefones celulares, tablet’s e notebooks é exigido o desbloqueio do aparelho ou identificação do conteúdo como fotos, agenda de contatos ou ainda a nota fiscal do aparelho.

Para evitar a perda de objetos e documentos, o Metrô recomenda aos passageiros que fiquem atentos aos itens que estão sendo transportados e observem seus pertences antes do desembarque. É importante também que os objetos tenham sempre algum tipo de identificação, o que facilitará a localização do proprietário e sua devolução pela Central de Achados e Perdidos.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. sabe quando vate aquele cansaço, a pessoa cochila, e dorme de vez, quando acorda já ta passando da estação, levanta correndo esquece bolsa, mala, guarda chuvas,,,,em primeiro lugar para se esquecer algo > é o sono…kkkk

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