Prefeito de Manaus anuncia 300 ônibus novos para transporte coletivo a partir de junho

Publicado em: 24 de janeiro de 2020

Oito novos ônibus já estão circulando na cidade. Fotos: Alex Pazuello, Márcio James e Nathalie Brasil / Semcom.

Reformas e licitações para mobilidade também estão na lista de ações anunciadas

JESSICA MARQUES

O prefeito de Manaus, Arthur Vigílio Neto, anunciou que 300 novos ônibus convencionais devem ser incorporados ao transporte coletivo público a partir de junho de 2020. Oito deles, com ar-condicionado, já estão em circulação em caráter experimental.

Além disso, o chefe do Executivo anunciou outras medidas para mobilidade, como a implantação do Comitê Gestor do Sistema de Bilhetagem Eletrônica, em substituição ao controle da intervenção; a reforma dos terminais de integração, incluindo o T1; reativação de corredores exclusivos para ônibus; licitação dos executivos e alternativos; além de melhoria na governança do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), presidido pelo ex-interventor do sistema, Francisco Bezerra.

“Em respeito à Câmara Municipal de Manaus, todos os números do relatório final de intervenção serão discutidos e avaliados junto aos colegas vereadores, quando se iniciar o ano legislativo”, informou Arthur.

“Vamos entregar dois grandes anéis viários, no Manoa e na avenida Constantino Nery, e queremos um regime novo transporte coletivo, com melhorias efetivas aos usuários”, declarou o prefeito.

RECURSOS PARA O TRANSPORTE COLETIVO

Em nota, a Prefeitura informou que no período 180 dias, de 22 de julho de 2019 a 20 de janeiro 2020, enquanto durou a intervenção financeira no Sistema de Transporte Coletivo, prevista nos decretos 4.503, de 22 de julho de 2019, e 4.525, de 6 de agosto de 2019, a prefeitura operou, aproximadamente, R$ 204,7 milhões, oriundos do Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE). Desse total, R$ 61,8 milhões representam o aporte feito pelo tesouro municipal para que se pudesse promover o equilíbrio nas contas do sistema.

Os recursos foram utilizados, quase que em sua totalidade, para o pagamento salarial dos funcionários das empresas de transporte, que pôs fim às constantes paralisações dos rodoviários.

“Na intervenção, nossa prioridade foi pagar em dia os trabalhadores do sistema. Aliás, a primeira coisa que se faz para um governo dar certo é o ajuste financeiro e Manaus é exemplo nesse quesito”, justificou o prefeito.

Outras despesas pagas com os recursos da intervenção foram na aquisição de combustível, pagamento dos alternativos, entre outros custos operacionais do transporte coletivo, segundo a Prefeitura.

“Fizemos tudo com o valor arrecadado pelas passagens atuais. Aumento da tarifa não está na cogitação de ninguém aqui, isso mudou muito na nossa gestão”, disse o prefeito, completando que é preciso “universalizar” o uso do cartão eletrônico para pagamento da tarifa, pondo fim à falta de troco.

SUBSÍDIO

Dentre as medidas já adotadas pela Prefeitura de Manaus, por meio da intervenção, está a lei aprovada junto à Câmara Municipal, que garante o subsídio orçamentário para o custeio do sistema (Lei 2.545), mantendo, inclusive, a tarifa no atual valor de R$ 3,80.

A Prefeitura também destacou, em nota, a Lei 2.552 que cria o Fundo Municipal de Mobilidade Urbana (FMMU), com a finalidade de promover os suportes técnico e financeiro necessários às políticas de melhoria da mobilidade urbana, focadas nos aspectos da infraestrutura, segurança e acessibilidade.

O prefeito também explicou que a renovação da frota é parte de uma das contrapartidas que estarão presentes no contrato de renovação por mais dez anos com as empresas do transporte.

“Vamos renovar, mas não às cegas. A empresa terá que estar em dia com o fisco municipal e aquela que não honrar com seu compromisso de trazer os novos ônibus perderá a validade de seu contrato”, disse.

Resumo das medidas a serem implantadas

– Implantação do Comitê Gestor do Sistema de Bilhetagem Eletrônica, em substituição ao controle da intervenção;

– Reforma dos terminais de integração T1, T3, T4 e T5;

– Readequação de 16 plataformas localizadas nos canteiros centrais;

– Construção de três novas estações de transferência: Parque das Nações, Arena e Santos Dumont;

– Renovação da Frota, com a entrega de 300 ônibus novos;

– Licitação dos executivos/alternativos;

– Reativação da Faixa Azul;

– Implementação de medidas de governança no IMMU;

– Implementação de medidas de governança no Sistema de Transporte Coletivo.

Confira as imagens dos novos ônibus já em circulação:

23.01.2020 Modelos para nova frota de ônibus23.01.2020 Modelos para nova frota de ônibus23.01.2020 Modelos para nova frota de ônibus23.01.2020 Modelos para nova frota de ônibus23.01.2020 Modelos para nova frota de ônibus23.01.2020 Modelos para nova frota de ônibus

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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