Governo Federal promete apresentar estudo sobre viabilidade do VLT Cuiabá-Várzea Grande no dia 10 de fevereiro

Publicado em: 23 de janeiro de 2020

VLT está incompleto e gera custos de R$ 16 milhões por mês ao Estado. Foto: MotorSenna

Agenda de trabalho foi definida em vídeo conferência nesta quarta-feira entre o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, e o Secretário Nacional de Mobilidade Urbana, José Carlos Medaglia

ALEXANDRE PELEGI

Ao que tudo indica, a novela sobre a viabilidade do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá-Várzea Grande está próxima de um desfecho.

Nesta quarta-feira, 22 de janeiro de 2020, José Carlos Medaglia, secretário Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semob), órgão vinculado ao Ministério de Desenvolvimento Regional, agendou para 10 de fevereiro a apresentação de detalhes dos estudos técnicos sobre a viabilidade do VLT.

A data foi definida após encontro em Brasília entre o senador Wellington Fagundes e José Carlos Medaglia, e contou com a participação por meio de vídeoconferência do governador Mauro Mendes.

Como mostrou o Diário do Transporte, um Grupo de Trabalho foi criado pela portaria nº 1674 do então Secretário Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semob), Jean Pejo, no dia 12 de julho de 2019. Relembre: Portaria da Semob cria Grupo de Trabalho para decidir situação do VLT de Cuiabá

O GT é composto por representantes da Semob, do Governo do Estado do Mato Grosso e da Caixa Econômica Federal. O empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, e se encontra atualmente paralisado.

O objetivo é fazer um diagnóstico da situação do modal para decidir se há viabilidade técnica e operacional.

O prazo para apresentação dos resultados dos estudos do GT, que expiraria dia 11 de novembro de 2019, acabou prorrogado no início daquele mês por uma Portaria da Semob por 120 dias. Relembre: Portaria Semob prorroga por 120 dias Grupo de Trabalho criado para definir futuro do VLT de Cuiabá

No encontro, foi ressaltada a importância da participação dos prefeitos das duas cidades envolvidas no projeto do modal –  Emanuel Pinheiro (MDB), de Cuiabá, e Lucimar Campos (DEM), de Várzea Grande.

De acordo com o site O Documento, o atual secretário de Mobilidade Urbana afirmou que o Governo Federal tem total interesse na conclusão do empreendimento. O VLT concluído, segundo ele, representa um “salto de qualidade” para as duas cidades de Mato Grosso.

O início das obras do VLT remonta a 2012, quando o consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande começou a implantação do modal com um custo inicial de R$ 1,4 bilhão.  O VLT estava prometido para 13 de março de 2014, vinculado aos projetos de mobilidade previstos para a Copa do Mundo de 2014. Cuiabá foi uma das sedes do mundial.

O modal foi projetado para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários. O primeiro trecho ligaria o Aeroporto Marechal Rondon até a Avenida Rubens de Mendonça. O segundo sairia da Avenida Tenente Coronel Duarte até a região do Coxipó.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Olha ele ai.

    O desperdício do dinheiro do contribuinte continua firme e forte.

    Essa meleca ta no fundo do poço há anos e ainda vão gastar dinheiro para fazer mais um estudo.

    Estudar o que?

    Se não me falha a memória, os trens já até perderam a garantia.

    Tem é que confiscar todos os bens de todos os envolvidos no CIRCO VLT de CUIABÁ.

    O resto é balela e será mais despesas para todos nós contribuintes.

    VERGONHA E IMPUNIDADE !

    Att,

    Paulo Gil

  2. Rodrigo Zika! disse:

    Torcer pra dar certo dessa vez.

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