Justiça havia impedido contrato após ação de concorrente em licitação
ADAMO BAZANI
A empresa de Metrô informou que assinou nesta segunda-feira, 13 de janeiro de 2020, contrato para a retomada das obras civis da linha 17-Ouro de monotrilho, um sistema de trens leves com pneus que trafegam em elevados de concreto.
No final do ano passado, como mostrou o Diário do Transporte, o desembargador José Orestes de Souza Nery, por meio de uma liminar, impediu o reinício das obras ao atender a construtora Coesa Engenharia que havia entrado com um mandado de segurança na Justiça para tentar impedir a Constran, vencedora da licitação a assumir os trabalhos.
Relembre:
Por meio de uma nota em seu portal, a empresa do Metropolitano não informou a previsão de conclusão das obras e disse apenas que vai discutir com a Constran o cronograma.
O Metrô diz que o monotrilho já está com 86% das vias em “execução” e, além de concluir o trajeto, a Constran vai assumir o acabamento do Pátio Água Espraiada e das estações Aeroporto de Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan.
A Constran ofereceu na licitação proposta de R$ 494,8 milhões.
O monotrilho já soma quase seis anos de atraso, devendo já estar funcionando desde 2014, para a Copa do Mundo.
A empresa de Metrô disse nesta nota que rescindiu contrato com o Consórcio Monotrilho Integração (CMI) por atrasos nas obras e aplicou multa de R$ 88 milhões.
A outra parte da responsabilidade do CMI, que é fabricação e fornecimento dos trens leves e sistemas de sinalização, estão em fase final de licitação, segundo esta nota.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
