Protesto contra reajuste na tarifa de ônibus afeta itinerário de 12 linhas em São Paulo

Protesto desta terça começou no Viaduto do Chá e manifestantes marcaram novo ato para quinta-feira, na Praça da Sé. Foto: Reprodução / TV Globo.

Segundo informações da SPTrans, coletivos estão desviando das vias interditadas

JESSICA MARQUES

Um protesto organizado pelo MPL – Movimento Passe Livre está interditando vias no centro da capital paulista desde às 18h desta terça-feira, 07 de janeiro de 2019. Segundo informações da SPTrans, 12 linhas de ônibus estão sendo afetadas.

Os coletivos que passam pelas proximidades do Viaduto do Chá, onde ocorre o ato, estão fazendo desvios. A manifestação é contra o aumento das passagens de ônibus, trem e metrô, que passaram de R$ 4,30 para R$ 4,40 no primeiro dia do ano.

Segundo informações da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), os manifestantes se agruparam no Viaduto do Chá e agora seguem em movimento pela Avenida Ipiranga, na pista da esquerda. A Avenida São João também foi interditada.

NOVO PROTESTO

Um novo protesto contra o reajuste nas tarifas do transporte coletivo da capital paulista já está agendado. Segundo informações do MPL, na quinta-feira, 09 de janeiro de 2020, haverá nova concentração a partir das 17h, na Praça da Sé.

REAJUSTE

O reajuste foi em 01º de janeiro de 2020, quando o valor da tarifa básica foi de R$ 4,30 para R$ 4,40 nos ônibus municipais de São Paulo (gerenciados pela SPTrans), no Metrô, monotrilho e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Segundo a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado, o reajuste é de 2,33%, abaixo da inflação, que, pelo IPC/Fipe – Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, chegaria até 4,08% no fim de dezembro de 2019.

Conforme noticiado pelo Diário do Transporte,a Prefeitura também aumentou o vale-transporte de R$ 4,57 para R$ 4,83. A alta foi acima da inflação, atingindo 5,7%. A integração pelo vale-transporte subiu 10,2% passando de R$ 7,95 para R$ 8,76, segundo comunicado do secretário municipal de mobilidade e transportes, Edson Caram, para o presidente da Câmara Municipal, Eduardo Tuma.

As tarifas integradas e dos bilhetes temporais também tiveram reajuste.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Roberson disse:

    Não vai dar em nada, o reajuste será mantido, não tem apoio das mídias corporativas, como fizeram na administração anterior ao psdb. O povão que deveria estar se manifestando fica quieto aceitando todas as perdas de conquistas sociais

  2. Alfredo disse:

    Sempre os mesmos, baderna e transtornos porque tem muito tempo para não fazerem nada

  3. Ou ia no disse:

    Pode ver que esses que estão atrapalhando a vida dos trabalhadores nunca comprou uma mistura tipo uma carne um peixe , nunca comprou um gás de cozinha e nunca colocou uma gasolina no carro ou na moto e acho que nunca trabalhou na vida pois a carne ta um abisurdo, o gás de cozinha tambem. A gasolina nem se fala e o salário mínimo é uma merda fora um batalhão de corruptos ai gastando do bom e do melhor vão protestar por isso que é uma causa justa

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