Ícone do site Diário do Transporte

Passe Livre marca para dia 07 protesto contra reajuste de tarifa em São Paulo que ocorre no dia 1º

Reajuste será em todos os subsistemas de ônibus na capital

Tarifa básica vai subir para R$ 4,40

ADAMO BAZANI

O MPL – Movimento Passe-Livre anunciou em suas redes sociais, como Twitter e Facebook, que vai realizar no dia 07 de janeiro de 2020 protesto contra os aumentos das tarifas de transportes públicos em São Paulo. O reajuste vai ser aplicado seis dias antes, em 01º de janeiro de 2020.

O local ainda vai ser definido e a data da manifestação coincide com o fim das festas natalinas e de Ano Novo, quando diversas pessoas estão em viagem.

O valor da tarifa básica sobe no dia 1º de R$ 4,30 para R$ 4,40 nos ônibus municipais de São Paulo (gerenciados pela SPTrans), no Metrô, monotrilho e CPTM. Segundo a prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado, o reajuste é de 2,33%, abaixo da inflação, que, pelo IPC/Fipe – Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, deve chegar até 4,08% no fim de dezembro.

Na capital paulista, a gestão do prefeito Bruno Covas vai manter a diferenciação dos valores da tarifa comum e do Vale-Transporte, uma medida que sofreu diversas contestações na Justiça. Houve ganhos de causa para entidades empresariais que conseguiram restabelecer o valor para o mesmo patamar da tarifa comum, mas uma decisão do STJ –Superior Tribunal de Justiça permite a cobrança diferenciada. Entidades como Idec – Instituto de Defesa do Consumidor e Defensoria Pública tentam derrubar a decisão.

Assim, Bruno Covas vai aumentar o Vale-Transporte de R$ 4,57 para R$ 4,83. A alta será acima da inflação, atingindo 5,7%. A integração pelo Vale-Transporte vai subir 10,2% passando de R$ 7,95 para R$ 8,76, segundo comunicado do secretário municipal de mobilidade e transportes, Edson Caram, para o presidente da Câmara Municipal, Eduardo Tuma.

Quem quiser escapar do aumento por alguns meses, pode carregar o Bilhete Único pelo valor atual até 31 de janeiro e, no caso do Metrô e da CPTM, uma opção é comprar os bilhetes individuais de papel com tarjeta eletrônica, Edmonson.

As tarifas integradas e dos bilhetes temporais também terão reajuste.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Sair da versão mobile