Secretaria de Transportes vai propor a Covas tarifa de R$ 4,40 para os ônibus de São Paulo

Pelas correções, de acordo com diversos índices, a tarifa pode chegar a R$ 4,50. Foto: Adamo Bazani.

Índice é de 2,33%, abaixo da inflação

ADAMO BAZANI
Colaborou Jessica Marques

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Secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram

Pesquisador de Mobilidade Urbana do Idec, Rafael Calabria:

O secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, afirmou na manhã desta quinta-feira, 19 de dezembro de 2019, que a Pasta vai propor um reajuste de 2,33% na tarifa dos ônibus da cidade de São Paulo. Com este índice, o valor chegaria a R$ 4,40.

A proposta será encaminhada ao prefeito Bruno Covas. De acordo com Caram, o reajuste fica abaixo da inflação. Pelas correções, de acordo com diversos índices, a tarifa hoje de R$ 4,30 poderia chegar até próximo de R$ 4,50.

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A informação foi passada durante reunião do CMTT (Conselho Municipal de Transporte e Trânsito), que acontece na região central da cidade de São Paulo.

Relembre: Gestão Bruno Covas convoca reunião extraordinária de conselho para discutir custo do sistema de ônibus

De acordo com a Secretaria, hoje, cada passageiro custa ao sistema, sem a correção inflacionária, R$ 7,26, isso contando se não houvesse as integrações pelo Bilhete Único.

Por dia útil, os ônibus da cidade transportam 8,7 milhões de passageiros. A tarifa média do sistema, que é quando as empresas ganham por pessoa transportada, é de R$ 2,15.

Na explicação, a secretaria disse que houve uma queda de demanda entre 2015 e 2019, o que também interfere nos custos do sistema.

SUBSÍDIOS

Os subsídios às tarifas neste ano devem chegar a R$ 3,1 bilhões. Desse total, a maior parte é para custear as integrações com o Bilhete Único e o restante para pessoas idosas, estudantes e pessoas com mobilidade reduzida, na ordem.

A prefeitura propôs à Câmara Municipal de São Paulo um valor de R$ 2,45 bilhões de subsídios para 2020, valor mais que R$ 600 milhões menor que os subsídios para este ano.

Com subsídios mais baixos e possível reajuste abaixo da inflação, o secretário Edson Caram disse que, para manter o sistema, o segredo vai ser “cortar na carne”.

“A questão é buscar economia no sistema, sem prejudicar a qualidade. Não tem outra maneira, vamos ter de cortar na carne. Escolher as prioridades e definir investimentos”, disse Caram no encontro que tem cobertura do Diário do Transporte.

O secretário disse ainda que vai ser possível reduzir os custos em 2020 por serem novos contratos e não os emergenciais.

“Com o contrato novo e readequação que todo o sistema vai passar pelo período de 2020, a Prefeitura vai ter que, de alguma forma, dentro desse novo contrato, buscar as soluções de dar um atendimento de qualidade melhor do que a população tem hoje a um custo efetivo menor”, disse.

Segundo Caram, não trata-se de um aumento, mas de uma reposição abaixo do índice de inflação, menor do que o que deveria acontecer.

“Você tem toda a questão do subsídio que está sendo mantido, um contrato novo com qualidade melhor, com novos investimentos, 10% frota renovada a cada ano. É preciso fazer um equilíbrio, para a conta fechar”, explicou.

O secretário afirmou ainda que a readequação das linhas vai contribuir para maior eficiência da operação e menor custo. “Vamos trabalhar de uma forma acelerada, mas consciente para que a população ganhe”.

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De acordo com o pesquisador de mobilidade do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Rafael Calabria, o reajuste proposto não é razoável pelo cenário econômico atual e de perda de demanda de passageiros.

“Poderia ser direcionado o dinheiro para que se mantenha o transporte na acessibilidade que se tem hoje, de R$ 4,30, para pelo menos não perder mais e tentar manter, idealmente reduzir, o transporte no custo que ele está para que a gente não perca mais passageiros do que perdemos esse ano”, avaliou o especialista.

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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Jessica Marques

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Comentários

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  1. Rodrigo Zika! disse:

    Novidade?

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