SPTrans vai ganhar serviço de R$ 300 mil para fazer livro de 25 anos

SPTrans controla serviços de ônibus na cidade de São Paulo

Gerenciadora abriu chamamento para doação. Recursos contra resultado vão até o dia 26

ADAMO BAZANI

A SPTrans – São Paulo Transporte, que gerencia  o sistema de ônibus na cidade, vai receber serviços de R$ 300 mil para a publicação de um livro de 25 anos sobre a história da empresa da prefeitura.

A gerenciadora abriu um chamamento público e a empresa Baroni & Baroni Editora e Artes Gráficas Ltda ofereceu proposta.

Segundo a Jucesp – Junta Comercial do Estado de São Paulo, a empresa está registrada em nome de Antides Baroni Neto e Eliane Alonso Baroni.

A editora vai poder lucrar captando recursos de patrocinadores, que terão espaço garantido na publicação.

De acordo com o edital do chamamento, a tiragem mínima deve ser de mil exemplares, incluindo patrocinadores, e com garantia de ao menos 500 exemplares para a SPTrans.

O livro deve ter 144 páginas de conteúdo editorial sem contemplar as páginas dos patrocinadores (com variação de 10%) em “couche” fosco 150g e impressão 4 x 4 cores.

A publicação deve ainda ter duas colunas cada página, uma em português e outra em inglês.

Já a solenidade de apresentação será para até 300 pessoas; com direito a coquetel, fotógrafo, locação em espaço na cidade de São Paulo, sistema de som, telão e mestre de cerimônia.

O evento deve ser realizado entre os dias 1 e 31 de julho de 2020.

O período de eventuais contestações contra o resultado vai até o dia 26 de dezembro, segundo a publicação oficial.

A SPTrans foi criada em 08 de março de 1995 após a conclusão da privatização da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos.

Além de gerenciadora, a CMTC, instituída em 1946, também era operadora dos transportes e chegou a até mesmo a fabricar carrocerias para ônibus e trólebus em seus complexos, como o da Santa Rita, na região central.

A privatização começou em 1993, na gestão do então prefeito Paulo Maluf, pelos serviços de trólebus. Em 1994, foi concluída a privatização das linhas da CMTC com ônibus a diesel.

Somente em 1995, a CMTC deixou de existir com a criação da SPTrans, que é uma empresa de economia mista, tendo predominância do município.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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