TRT-2 condena Metrô de São Paulo a pagar pensão e indenizações a trabalhador acidentado

A empresa terá de pagar ao trabalhador pensão mensal de R$ 6.360,06. Foto: Adamo Bazani.

Oficial de manutenção elétrica sofreu amputação de três dedos, comprometimento funcional das articulações e queimaduras

JESSICA MARQUES

A 57ª Vara do Trabalho de São Paulo condenou a Companhia do Metropolitano de São Paulo, o Metrô, ao pagamento de pensão e indenização por danos morais e estéticos a um empregado que sofreu acidente de trabalho.

Segundo informações do TRT-2, o oficial de manutenção elétrica sofreu amputação de três dedos, comprometimento funcional das articulações e queimaduras em grande parte do corpo, o que demandou internação em hospital por 71 dias.

A empresa terá de pagar ao trabalhador pensão mensal de R$ 6.360,06, equivalente à soma de seu salário com gratificação por tempo de serviço, até seus 80,9 anos de idade.

O Metrô pagará ainda 50 salários do autor da ação a título de danos morais e 25 referente aos danos estéticos. Terá de arcar também com despesas médicas e honorários periciais relativas à causa.

Ainda cabe recurso e o Metrô de São Paulo informou em nota ao Diário do Transporte que vai recorrer da decisão.

Na sentença, a juíza Luciana Bezerra de Oliveira afirma que “a responsabilidade do Metrô vem de sua conduta omissiva culposa, por não ter tomado precauções necessárias para garantir a integridade física do trabalhador.”

“Os laudos periciais e os depoimentos comprovaram, sem qualquer sombra de dúvida, que o acidente ocorreu por deficiência das placas e sinalizações dos cubículos energizados, o que levou o autor, um empregado altamente qualificado e experiente, com 42 anos de prestação de serviços em benefício da ré, ao grave acidente do trabalho”.

Segundo a juíza, chama atenção no caso a atitude da advogada do Metrô que, em audiência, segundo a magistrada, tentou encostar nos dedos amputados do trabalhador. Na visão de Luciana, a atitude foi “lamentável” e de “extrema crueldade”.

“Como fator que concorreu para o acidente, segundo a petição inicial, foi uma nova política de reestruturação da reclamada, que colocou o empregado sob maior pressão e com constante cobrança de alta produtividade, fato que foi levado em conta pela juíza em sua decisão”, informou o TRT-2, em nota.

Confira a sentença, na íntegra:

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    EEeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesse é o BarsiLei.

    Um absurdo um trabalhador ter de mover uma ação judicial em funçao de um acidente laboral, para que possa ter um apoio.

    Isto tem de ser automático,

    MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUDA BARSILei.

    Att,

    Paulo Gil

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