Poços de Caldas adia mais uma vez licitação do transporte coletivo

Publicado em: 9 de dezembro de 2019

Contrato com atual concessionária terminou em novembro de 2019. Foto: Leonardo Magalhães

Prefeitura alega “complexidade de questões decorrentes de esclarecimentos”, e joga certame para 2020, sem data definida

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Poços de Caldas, em Minas Gerais, informou nesta segunda-feira, 09 de dezembro de 2019, que está mais uma vez adiando a data de entrega de propostas na licitação para os serviços de ônibus municipais.

Desta vez, não há data prevista para a realização da concorrência.

A mais recente data estava programada para o dia 30 de dezembro às 10 horas, e o edital ratificado deveria ter sido publicado dia 28 de novembro passado, o que não ocorreu. Relembre: Licitação de ônibus de Poços de Caldas é adiada para 30 de dezembro

Segundo o informe da prefeitura, recebido pelo Diário do Transporte, o novo adiamento se deu “em virtude da complexidade de questões decorrentes de esclarecimentos, cuja análise indica modificações no estudo de viabilidade econômico-financeira, no programa de exploração e no orçamento”.

Desta forma, continua a prefeitura, “tornou-se inviável disponibilizar o edital retificado no dia 28/11/2019, fato que impossibilita o recebimento de propostas no dia 30/12/2019. Tão logo estejam concluídos os trabalhos e as providências necessárias, será designada nova data para recebimento das propostas”.

BREVE HISTÓRICO

O projeto que serviu de base para o edital foi apresentado no dia 20 de setembro de 2019, durante audiência pública na cidade mineira.

Especialistas do CEFET – Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, instituição contratada para construir o novo projeto de concessão, apresentaram um diagnóstico completo do atual funcionamento do transporte de passageiros na cidade, destacando alguns problemas e sugerindo possíveis soluções.

O certame deve ser definido pelo critério da menor tarifa apresentada para cada área.

Os estudos do CEFET apontaram um prazo de concessão de 15 anos, o necessário para o equilíbrio financeiro do contrato. “O transporte é algo dinâmico, os anseios da população devem ser equalizados com as propostas técnicas”, ressaltou a advogada Rosângela Ribeiro Melo, especialista em transporte público e que integra a equipe do CEFET.

Umas das possibilidades é que duas empresas dividam os serviços de transporte.

Também podem ocorrer mudanças na configuração das linhas. Hoje o sistema é radial – as 48 linhas de ônibus saem dos bairros com sentido centro. A proposta é articulada linhas diametrais, ligando dois bairros passando pelo centro.

Os técnicos do CEFET sugeriram ainda linhas diretas entre diferentes regiões, como anterior funcionou como ligação das zonas leste a oeste.

Quanto ao uso de ônibus elétricos na futura concessão, os técnicos explicaram a inviabilidade da tecnologia, “complexa e cara”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Joe disse:

    Tinha que ter mais uma empresa aí tinha concorrência. E a prefeitura taxar o preço da passagem..usar o sistema.no Paraná você com uma passagem desde que não saia do terminal você atravessa a cidade.todo o povo aprovou o sistema.

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