Paris vive dia de caos com continuidade da greve no transporte público

Publicado em: 9 de dezembro de 2019

Poucos ônibus conseguiram circular em um dia de fortes chuvas em Paris. Foto: redes sociais (@thibaultburban)

Nove das 15 linhas de metrô da capital francesa foram fechadas; sete das 25 garagens de ônibus parisienses amanheceram bloqueadas por grevistas

ALEXANDRE PELEGI

Um dia de congestionamentos e pesadelo para os usuários do transporte público em Paris marcam esta segunda-feira, 09 de dezembro de 2019, quinto dia da greve geral na França contra a reforma previdenciária promovida pelo presidente Emmanuel Macron.

A greve dos transportes atingiu em cheio a capital Paris, onde a maioria das linhas de metrô permaneceu fechada e trens suburbanos circulavam com lentidão.

Nove das 15 linhas de metrô da capital francesa foram fechadas e apenas duas, totalmente automatizadas (sem operador), funcionaram normalmente.

O sistema de ônibus também está praticamente inoperante.

Para piorar a ausência de transporte público, a manhã começou com fortes chuvas, o que levou muitos habitantes de Paris a usarem seus carros, o que provocou mais de 600 quilômetros de engarrafamentos por volta das 08:00, horário local, três vezes mais que o normal.

Sete das 25 garagens de ônibus parisienses amanheceram bloqueadas por grevistas, o que levou às ruas apenas um terço dos ônibus que circulam no horário normal.

Para esta terça-feira as notícias não são boas: os sindicatos convocaram um novo dia de greves e manifestações, após o sucesso do primeiro dia da última quinta-feira, que levou 800.000 pessoas às ruas.

O presidente Emmanuel Macron está sendo acusado pelos sindicatos de forçar os franceses a trabalhar mais por uma pensão menor.

O executivo defende a criação de um “sistema universal” de aposentadorias, por pontos, que substituirá os atuais 42 esquemas de aposentadoria a partir de 2052.

Os sindicatos estão determinados a manter a pressão. “Não desistiremos até que eles retirem a reforma, na qual não há nada de bom”, prometeu o secretário geral da CGT, um dos principais sindicatos do país, Philippe Martinez.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Com informações de agências internacionais

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