Greve parcial de ônibus em São Luís (MA) afeta transporte coletivo

Publicado em: 3 de dezembro de 2019

Sindicato alega que empresas descumprem acordo coletivo. Foto: Facebook STTREMA

Viação São Benedito), do consórcio Upaon-Açu, está com a frota retida nas garagens na manhã dessa terça-feira, 03

ALEXANDRE PELEGI

Um movimento liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão (STTREMA) paralisa parte do transporte público de São Luís, no Maranhão, na manhã desta terça-feira, 03 de dezembro de 2019.

A categoria decidiu promover manifestações contra atrasos nos salários.

O protesto consiste em atrasar a saída dos ônibus das garagens.

Na noite desta segunda-feira, 02, a Justiça concedeu liminar proibindo a greve dos motoristas e cobradores de ônibus. A decisão implica em multa de até R$ 20 mil por dia em caso de descumprimento.

Apesar da liminar, apenas uma empresa paralisou as atividades no início da manhã. Trata-se dos motoristas e cobradores da empresa São Benedito, do consórcio Upaon-Açu, que opera as linhas semi-urbanas de São Luís.

A garagem amanheceu fechada, impedindo que os ônibus pudessem sair às ruas.

As demais empresas circulam normalmente em São Luís e Região Metropolitana.

Em uma notificação no Facebook do sindicato dos Rodoviários na manhã desta terça-feira, o presidente da entidade, Isaias Castelo Branco, afirmou:

Eu e os diretores do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão estamos neste momento, posicionados em frente a garagem da empresa Planeta (São Benedito), para conversar com os trabalhadores e impedir que os ônibus saiam nesta terça-feira (03).
A referida empresa, que integra o Consórcio Upaon-Açu, descumpre a Convenção Coletiva de Trabalho em diversos itens. São trabalhadores com salários atrasados; tickets não disponibilizados e o plano de saúde suspenso por falta de pagamento”.

Segundo Isaias Castelo Branco, apenas 3 empresas do Consórcio Upaon-Açu estão cumprindo o acordo coletivo, e ele não descarta que novas paralisações ocorram nos próximos dias.

Ainda segundo o dirigente sindical, a situação da São Benedito é a mais grave, com 4 meses de salários atrasados.

ESTRATÉGIA

Após esperar que as empresas de ônibus regularizassem os pagamentos nesta segunda-feira, 02, o sindicato divulgou nota anunciando que realizaria um manifesto de advertência na manhã desta terça.

O STTREMA afirma que nove empresas que integram o Consórcio Upaon-Açu não estão cumprindo a nova Convenção Coletiva de Trabalho, celebrada em dezembro do ano passado.

Leia a íntegra da nota do Sindicato da Categoria divulgada na tarde desta segunda-feira, 02:

O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão informa que a deflagração de greve no transporte público de São Luís, depende unicamente, da postura dos empresários. No decorrer desta segunda-feira (02), a entidade espera que os patrões regularizem os pagamentos devidos dos trabalhadores. Caso isso não ocorra, representantes do Sindicato se posicionarão na porta das empresas devedoras, com o objetivo de impedir que os ônibus saiam das garagens.

O Sindicato dos Rodoviários esclarece ainda que não vai antecipar quais empresas serão alvos dessas ações. Somente no começo da manhã desta terça-feira (03), informaremos em quais e em quantas empresas os trabalhadores serão orientados a cruzarem os braços e a não saírem com os ônibus das garagens.

O movimento, de acordo com Isaias Castelo Branco, Presidente do Sindicato dos Rodoviários, tem o intuito de exigir respeito e de defender as garantias da categoria, conforme estabelece Convenção Coletiva de Trabalho.

Ascom Sind. Rodoviários – MA

O sistema de transporte urbano da capital maranhense, cidade com 1,1 milhão de habitantes, opera 171 linhas, das quais 144 são integradas e 27 não integradas.

Com uma frota circulante de 837 veículos, o serviço de transporte coletivo atende uma média diária de 500 mil passageiros.

O transporte público do município de São Luís é chamado de Sistema Integrado de Transporte (SIT).

Após a licitação em 2016, o SIT ficou dividido em quatro lotes operacionais, onde operam 11 empresas divididas em 4 consórcios (com exceção do Lote 4, que é de apenas uma empresa).

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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