Prefeito de Bogotá decreta toque de recolher após protestos

Publicado em: 23 de novembro de 2019

Por meio das redes sociais, Transmilenio informou detalhes dos estragos registrados após protestos na quinta-feira. Foto: imprensa chilena

Sistema Transmilenio teve 76 estações atacadas e parcialmente destruídas, assim como 79 ônibus do Sistema Integrado de Transporte (SITP)

ALEXANDRE PELEGI

A Colômbia vive intenso protesto desde esta quinta-feira, 21 de novembro de 2019.

Várias cidades foram palco de marchas contra o governo do presidente Ivan Duque e sua polícia econômica. Distúrbios e novos tumultos se repetiram na capital Bogotá nesta sexta-feira, 22.

O transporte público da cidade foi afetado com ataques às estações do Transmilenio, principal sistema de transporte público da capital. O sistema teve de ser paralisado diante da onda de violência.

O saldo dos ataques foi registrado pela prefeitura, que na véspera, por decisão do prefeito Enrique Peñalosa, decretou toque de recolher a partir das 21h em toda a cidade – 76 estações do Transmilenio foram atacadas e parcialmente destruídas, e 79 ônibus do Sistema Integrado de Transporte (SITP), que funcionam nos bairros, foram vandalizados.

O presidente Duque apoiou o toque de recolher na capital em publicação no Twitter: “Procuramos preservar a ordem e a segurança nessas áreas, com a presença da polícia e do Exército nacional.” Mas na manhã deste sábado, 23, e diante do temor do recrudescimento dos protestos, como aconteceu recentemente no Chile, o presidente Iván Duque anunciou que iniciará, na próxima semana, um diálogo nacional com todos os setores políticos e sociais para melhorar seu governo.

A partir da próxima semana, iniciarei uma conversa nacional que fortalece a atual agenda de políticas sociais; trabalhando juntos, em uma visão de médio e longo prazo, que nos permita fechar as brechas sociais“, afirmou Duque em vídeo reproduzido pela internet.

Em meio aos protestos em Bogotá nesta sexta-feira, milhares de pessoas tiveram de caminhar por horas para chegar às suas casas devido à suspensão total do Transmilenio. Outros tiveram que se apertar em ônibus lotados e até mesmo em caminhões.

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Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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