CPTM promove primeira aula de MBI em tecnologia ferroviária nesta segunda, 25

Publicado em: 22 de novembro de 2019

Alunos de diferentes áreas foram selecionados entre 320 candidatos da empresa

ALEXANDRE PELEGI

O MBI (Master Business Inovation) em Tecnologia Ferroviária da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos já tem data para começar.

Realizado em parceria com o Senai, a primeira aula será na noite de segunda-feira, 25 de novembro.

O curso, voltado a criar agentes de transformação na empresa para um ambiente inovador, começará com uma aula magna de Inovação. “Perspectivas e Desafios”, com Ricardo Khan, consultor e ex-Gerente de Inovação da AES, marcará o início do curso destinado nesta fase 32 colaboradores, selecionados num universo de 320 candidatos.

A escolha de candidatos de diferentes áreas da empresa, segundo a CPTM, é uma aposta na diversidade. Quanto mais diversificado o time de funcionários, mais inovação, garante comunicado da estatal.

Os alunos selecionados para o primeiro MBI ferroviário do mundo vêm de diferentes áreas da empresa, como explica José Erlan Dias Alves, chefe do Departamento de Provimento e Desenvolvimento de Pessoal da CPTM: “Tivemos alguns pré-requisitos, como a necessidade de ensino superior, mas temos entre os escolhidos advogados, engenheiros, psicólogos, profissionais de comunicação, maquinistas e líderes de estação, por exemplo”, afirma o gestor.

São pessoas diferentes que lidam com os mesmos problemas no dia a dia da CPTM. Serão visões alternativas para resolver questões em comum”, ele diz.

Segundo comunicado da Companhia, o curso lato-sensu terá cinco módulos, ou “estações”, cada uma com um tema diferente, e ao final de cada uma os alunos deverão apresentar projetos inovadores que tragam benefícios à companhia.

Como mostrou reportagem do Diário do Transporte, a CPTM lançou o MBI no dia 24 de outubro de 2019, no âmbito do Programa I.ON desenvolvido pela empresa para o ecossistema da mobilidade. Relembre: CPTM lança MBI em inovação ferroviário para funcionários da empresa e Baldy fala em app para usuários de trem

O foco na inovação e tecnologia tem uma proposta de agregar valor de mercado à empresa.

A inovação precisa de gestão”, afirmou na abertura o representante do Senai SP, Ricardo Terra.

O perfil do gestor Pedro Moro é de um profissional do futuro, que baixa muros e constrói pontes”, começou Terra em sua fala.

Segundo ele, o modelo do curso já está sendo sugerido a outras empresas de modalidades diferentes do setor, que mostraram interesse no formato inovador do programa.

O Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, que participou da solenidade, afirmou que Pedro Moro representa o espírito da equipe do Governo João Doria.

Para Baldy, o MBI tem a missão de estimular o time de colaboradores da empresa, mas com base na realidade dos usuários.

Na opinião do secretário, muitas experiências deverão passar por aplicativos para celulares, hoje principal meio de comunicação utilizado pelos usuários do sistema de trens. “A gente vê, nas inúmeras vezes que transitamos pelas estações e trens, que a maioria das pessoas está com os olhos voltados para seus celulares”.

A ideia do curso faz parte do momento de transformação digital pelo qual a CPTM passa, que desde a criação do novo planejamento estratégico adotou a inovação e o empreendedorismo como objetivos estratégicos para os próximos anos.

A grande procura pelo MBI mostra que os colaboradores da CPTM estão comprometidos com este novo momento, de inovação e transformação”, diz José Erlan.

As aulas serão realizadas na unidade do Senai na Vila Leopoldina e haverá imersões na CPTM e em ambientes colaborativos, como startups e laboratórios de inovação.

Também será possível ao aluno fazer um módulo do curso em outro país, como Estados Unidos, Europa ou Ásia.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Aonde que vc imaginaria que isso chegaria a ser feito, em prol de gerações futuras, se fosse a CBTU, lá em 1990?

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    SENAI, reafirmo minha sugestão de que este curso tem de ser aberto ao mercado, claro que não específico em ferrovias, mas com o foco – COLABORADORES INOVADORES NAS EMPRESAS & INOVAÇÃO.

    Tenho certeza que a grande maioria dos colaboradores da CPTM como de qualquer empresa são inovadoere; as empresas é que NUNCA são e insistem em “mascar” os problemas, seja lá qual for o motivo (politico, jurassismo, comercail e etc.)

    Por exemplo há mais de 60 anos:

    “Cuidado com o vão e a altura entre o trem e a plataforma”

    CPTM, aproveita e coloca as minhas duas sugestões para desenvolviemnto nesse curso, quem sabe o problema sexagenário seja resolvido.

    SENAI, analise minha sugestão com relação ao curso:

    COLABORADORES INOVADORES NAS EMPRESAS & INOVAÇÃO.

    Att,

    Paulo Gil

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