Obras do BRT Campo Grande, em Campinas, têm novo trecho de interdição a partir desta segunda-feira

Publicado em: 11 de novembro de 2019

Trecho interditado vai da Praça Dona Júlia Lopes e Edifício Marquês de Três Rios até o cruzamento com as vias Onze de Agosto e Saldanha Marinho. Foto: Arquivo / Prefeitura de Campinas.

Intervenções passaram para a Marquês de Três Rios

JESSICA MARQUES

As obras de implantação do Corredor BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido) Campo Grande, na região central de Campinas, no interior de São Paulo, têm novo trecho de interdição.

As obras, segundo a Prefeitura, avançam da Rua Saldanha Marinho para a Marquês de Três Rios, a partir desta segunda-feira, 11 de novembro de 2019. São mais 200 metros de intervenções para execução do pavimento de concreto do Corredor BRT.

Para viabilizar os trabalhos, a Rua Marquês de Três Rios precisou ser interditada ao tráfego de veículos, desde a altura da Praça Dona Júlia Lopes e Edifício Marquês de Três Rios até o cruzamento com as vias Onze de Agosto e Saldanha Marinho.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) programou desvio pelas vias Barão de Parnaíba, Sebastião de Souza e Onze de Agosto.

“Ao mesmo tempo em que liberamos novos trechos dos Corredores BRT para a circulação, as obras avançam em ritmo acelerado pela cidade. Já são cerca de 40% das obras concluídas e um terço do projeto liberado para a circulação de veículos”, disse, em nota, o secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro.

O acesso local à Rua Marquês de Três Rios pela Avenida Andrade Neves está garantido. Também haverá pré-bloqueio, com permissão de acesso local, no cruzamento entre as vias Saldanha Marinho e Barão de Itapura.

Para garantir acesso da população ao posto da Transurc, será implantado duplo sentido de circulação na Rua Onze de Agosto, no trecho entre a Marquês de Três Rios e a Dr. Mascarenhas.

ÔNIBUS

O desvio programado pela Emdec também será utilizado pelos ônibus do transporte público coletivo que circulam na região. Dezessete linhas de ônibus serão impactadas: 153, 230, 244, 244.1, 251, 253, 260, 264, 289, 299, 331, 341, 342, 383, 397, 397.1 e 403.

Cinco pontos de ônibus localizados nas vias Onze de Agosto, Saldanha Marinho, Marquês de Três Rios e Dr. Ricardo serão desativados. O atendimento aos usuários será remanejado para paradas próximas, segundo a Prefeitura.

OUTRAS INTERDIÇÕES

No início de outubro, um trecho da Rua Saldanha Marinho, entre as vias Dr. Mascarenhas e Marquês de Três Rios, foi interditado para a execução da mesma etapa de obras do Corredor BRT Campo Grande. As obras na Rua Marquês de Três Rios dão continuidade a esse trecho.

Em agosto, houve a interdição de um trecho de cerca de 350 metros da Avenida João Penido Burnier, entre a Rua Saldanha Marinho e o acesso à Avenida Senador Saraiva. O local recebe a execução do pavimento de concreto do corredor e das estações do novo Terminal BRT Mercado.

LOTES

As frentes de obras na região central integram o Lote 1 do BRT. O Lote 1 compreende o trecho 1 do Corredor BRT Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo Corredor Perimetral, com 4,1 km. O responsável pelo Lote 1 é o Consórcio Corredor BRT Campinas, formado pela Arvek, D. P. Barros, Trail, Enpavi e Pentágono. O valor total do lote é de R$ 88,9 milhões.

“Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – têm custo total de R$ 451,5 milhões. São 36,6 km de corredores, com previsão de conclusão total em meados de 2020. A população pode esclarecer dúvidas sobre a implantação dos Corredores BRT pelo telefone 118, o ‘Fale Conosco Emdec'”, informou a Prefeitura, em nota.

DADOS GERAIS DO BRT DE CAMPINAS

Maior obra de Mobilidade Urbana já realizada no município, segundo o comunicado da Emdec, os três corredores BRT de Campinas têm custo total de R$ 451,5 milhões.

São 36,6 km de corredores exclusivos; 18 pontes e viadutos; e 37 estações e 6 terminais.

O BRT campineiro abrange terminais, estações e infraestrutura adequada; veículos articulados; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado. Será um sistema mais seguro, rápido, eficiente e confiável.

BRT Campo Grande: 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí.

BRT Ouro Verde: 14,6 km de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, Camucim até o Terminal Vida Nova.

BRT Perimetral: situado entre os dois corredores, tem 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

Viaduto Estaiado: 118 metros de extensão, por 12,80 metros de largura. São cerca de 40 metros de altura total (do chão até o final do mastro principal). Serão duas faixas de rolamento; e passeio em ambos os lados. A iluminação é em Led. O método construtivo é em concreto armado e estais em cabos de aço. No total são 36 estais conectados ao mastro.

O viaduto interligará a Estação Rodoviária ao Trecho 1 do Corredor BRT Campo Grande, passando sobre a Avenida Barão de Itapura e sobre a alça de saída dos terminais Rodoviário e Metropolitano.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

Comentários

  1. JOSE LUIZ VILLAR COEDO disse:

    PARABÉNS PREFEITURA DE CAMPINAS-SP! “Mandando bala” nos BRTs! Enquanto isso aqui em SP/SP… SÓ PROMESSAS DESSAS PREFEITURAS MIMIZENTAS E POLITIQUEIRAS DO PSDB E DO PT … DÓ CONVERSAS FIADAS!

  2. Rodrigo disse:

    Um lixo de projeto,fecharam acesso as principais avenidas,ônibus nem começou a rodar no corredor e o concreto rachou estações onde não há demanda e onde tem e longe

  3. Wellington disse:

    Esse BRT é uma piada. Projeto só pra gastar muito dinheiro, Campinas precisava de obras cirurgicas em certos pontos extremamente problemáticos e só um deles será solucionado, o resto ficará do mesmo jeito! E onde a obra passou ficou o concreto com a faixa de asfalto toda remendada sem recapiar! Pontos distantes um do outro, acabaram com centenas de árvores que tinha no corredor central antes, se olhar bem, nada mudou! fizeram uma faixa exclusiva aos ônibus e mudaram o Layout do antigo corredor. Gastaram uma fortuna por nada! Prefeitura deveria ter usado a grana para descentralizar os serviços e ajudar o comércio e bancos a se instalarem nessas regiões (que são maiores que muita cidade por ai) e ajudar a população a não ter que se deslocar ao centro… mas não… é melhor fazer uma obra faraônica para o prefeito falar que fez alguma coisa, que deixou um legado… típico pensamento de político da velha guarda.

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