Forum de parceiros do Coletivo, programa de inovação da NTU, faz roda de diálogo em São Paulo

Publicado em: 8 de novembro de 2019

Encontro realizado na sede do SETPESP em São Paulo reuniu vários parceiros do programa.

Otávio Cunha, presidente da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbanos afirma que bandeira da inovação foi assumida pela entidade

ALEXANDRE PELEGI

“Estamos atrás de soluções novas para problemas antigos”.

Foi com essa frase que Otávio Cunha, presidente da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), abriu o Forum de parceiros do COLETIVO, Programa de Inovação em Mobilidade Urbana, realizado na manhã desta sexta-feira, 08 de novembro de 2019.

Com o objetivo de alinhar as atividades com os parceiros do programa, lançado em maio deste ano, a Associação promoveu uma roda de diálogo voltada a definir estratégias para a continuidade das ações.

Estavam presentes os parceiros institucionais do COLETIVO, como Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o representante do Instituto MDT – Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos, além de Guillermo Petzhold, do WRI. O programa conta com o apoio também da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e da ANPET (Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes).

A Cittati, parceira de conteúdo do programa, estava representada por Rafael Molina, que está à frente dos projetos de inovação da empresa de tecnologia, líder em gestão e monitoramento do transporte público.

A Praxio e a Mercedes-Benz são os atuais parceiros patrocinadores do COLETIVO. Estavam presentes Valmir Colodrão, CEO da Praxio, empresa de tecnologia com foco em gestão de transporte, e Vlademir Pierami, Gerente de Marketing de ônibus da Mercedes-Benz.

Dois representantes da Caio Induscar participaram do encontro. Estavam presentes Stephan Cadier, especialista econômico financeiro da empresa, e Anthony Camacho Espitia, do setor de engenharia de processo / Métodos e Processos. Laércio Bruno Filho, Relações Institucionais da Eletra Industrial, também participou do encontro.

Maria Luiza Machado, coordenadora de inovação do COLETIVO, fez uma apresentação do estágio atual do projeto, lançado em maio deste ano em Brasília. Logo na sequência, uma roda de diálogo coletou ideias e sugestões para a definição das estratégias que serão adotadas nas próximas etapas.

Logo na abertura, Otávio Cunha fez questão de contextualizar o debate, afirmando que apesar de muitas das soluções que o setor vem experimentando, há sempre um limite para o sucesso. “Estamos atuando hoje com foco em redução de custos, mas isso tem uma área de atuação muito estreita. Não há muito o que fazer diante da política tarifária que temos hoje, que é atrasada, não responde aos desafios atuais”, afirmou.

Voltando a bater na tecla de que é preciso mais do que nunca continuar na luta por receitas extra-tarifárias para a sustentabilidade do sistema de transporte, Otávio lembrou que o ano de 2020 pode ser uma oportunidade para o setor avançar em suas demandas. “Além de ser um ano eleitoral nos municípios, será também o início da discussão no Congresso Nacional da Reforma Tributária. Como propusemos no documento ‘Construindo hoje o amanhã’, com 5 programas voltados a melhorar a qualidade do transporte público de passageiros no país, é essencial a criação de um Fundo que permita levantar recursos para baratear a passagem e ao mesmo tempo nos permita melhorar a qualidade do serviço que prestamos a nossos clientes”.

O presidente do Conselho de Inovação, Edmundo Pinheiro, ressaltou que a NTU assumiu a bandeira: “o setor decidiu trilhar este caminho, o caminho da inovação”, afirmou. Segundo ele, o COLETIVO não pode, no entanto, ser visto como um movimento de operadores de transporte, mas sim ser abraçado por toda a área da mobilidade urbana. Ele destacou que há hoje 28 atores ligados diretamente à cadeia de transportes que precisam estar conectados à bandeira da defesa do Transporte Público Coletivo.

São fornecedores, fabricantes, enfim uma gama diversa de atores que precisam estar conectados conosco na luta pela modernização do transporte, uma luta de longo prazo em defesa dessa bandeira”, afirmou Edmundo. “Precisamos criar uma visão de futuro, que ultrapassa qualquer limite temporal. Costumo dizer que nossa experiência só vale alguma coisa se ela permite melhorar nossa visão do amanhã. O processo de transformação na era da tecnologia é algo inexorável”, concluiu.

Na rodada de diálogo, a coordenadora do COLETIVO apresentou as três Câmaras Temáticas que funcionarão como um ambiente de discussão direcionada. O objetivo é elaborar a partir daí projetos inovadores com foco na demanda percebida na operação diária do transporte público.

As Câmaras Temáticas são: Tecnologia Veicular, Meios de Pagamento e Mobilidade Inteligente.

Formada por grupos de especialistas, cada Câmara terá o objetivo de desenvolver serviços e produtores inovadores.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Como sempre faltou a participação dos passageiros e os busólogos.

    Mas …

    Lembrando que toda ideia tem valor comercial.

    Já que é para inovar, obrigatoriamente tem de se pensar fora da caixinha.

    Neste diapasão, o COLETIVO tem de aproveitar essa “fase” e desenvolver uma nova forma para a gestão pública.

    Pode fazer o diabo inovador, mas se a gestão publica continuar no JURASSISMO, esquece, nenhuma inovação decolará.

    Uma ótima ideia é transformar a Fiscalizadora em GESTORA.

    Pois se continuar fiscalizadora, pode colocar buzão por flutuação magnética que vai continuar o carro bota, a sobreposição, o ponto da 8023 na faixa do buzão (KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK – essa é de lascar), 20/20 e o famoso itinerário siguezagueado caranguejado e todo o resto que todos conhecemos.

    Att,

    Paulo Gil

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