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Informações sobre condições das linhas devem ser exibidas na TV Minuto em 15 dias, diz chefe de relacionamento do Metrô de São Paulo

Cecília Guedes

Cecília Guedes: comunicação com menos “nãos” no Metrô

Cecília Guedes ainda informou que pretende que até o fim do mês as novas gravações com os nomes de estações e anúncios de utilidade estejam em todas as composições

ADAMO BAZANI

O “Direto do Metrô”, que informa as condições de operações das linhas da rede, deve ser exibido também as telas da “TV Minuto”, que ficam nos trens.

Atualmente, o serviço está disponível no site do Metrô de São Paulo e no aplicativo de celular da companhia.

A previsão é de que as informações sejam disponibilizadas nos monitores em duas semanas.

A informação é da chefe do departamento de relacionamento com o usuário do Metrô, Cecilia Guedes, nesta quinta-feira, 17 de outubro de 2019, em encontro com portais de mobilidade, entre os quais, o Diário do Transporte.

Cecília ainda informou que as novas gravações de áudio de anúncio de estações e avisos de utilidade pública devem ser exibidas até o fim do mês em todos os trens da rede.

Quase todas as composições da linha 2-Verde já contam com o novo sistema de áudio e em torno de 70% dos trens da linha 1-Azul. A frota da linha 3-Vermelha deve começar em breve a receber as gravações.

“Com este novo formato de comunicação, queremos deixar o atendimento mais humanizado e leve. Elegemos como marca sonora o tema do ‘Trenzinho Caipira’ e as mensagens trazem menos ‘nãos’. Estamos com várias frentes de comunicação e atendimento, desde visitas de usuários ao CCO – Centro de Controle Operacional, pátios e obras até o monitoramento do trajeto das pessoas com deficiência na rede” – disse.

Sobre o “Direto do Metrô”, o gerente de operações do Metrô de São Paulo, Antônio Márcio, reconhece que o serviço precisa ser aprimorado.

Uma das sugestões analisadas é informar especificamente quando tem alguma obra ou interrupção previstas, em especial aos fins de semana.

Nestas ocasiões, o “Direto do Metrô” informa que a “operação está normal”, por não haver uma falha em si, sendo um impacto programado, mas na prática, a operação não está normal, o que pode confundir o passageiro, já que o tempo de viagem e a lotação serão maiores.

Outra possibilidade é usar algum termo semelhante a “processo de normalização” para informar logo depois da solução de uma falha.

Hoje, também surge a informação “operação normal”. Do ponto de vista técnico, fica realmente normal, mas para o passageiro ainda não está porque leva um tempo para os impactos das obras passarem.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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