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Dibracam, da Volkswagen, vende 36 ônibus padrons para a Gatusa de São Paulo

Chassi é o 18.280, de piso baixo, com carroceria Caio Millennium

ADAMO BAZANI

A empresa Viação Gatusa, que atende ao lote estrutural E 9, correspondente à zona Oeste da cidade de São Paulo, comprou 39 ônibus zero quilômetro da marca Volkswagen.

A maior parte das unidades já foi entregue.

A informação é da Dibracam, representante da montadora.

Os 39 ônibus são do modelo de chassi 18.280-OTLE, de motor traseiro.

Os veículos têm sistema de “ajoelhamento” (kneeling), que reduz a altura entre o assoalho do ônibus e o solo para facilitar o embarque e desembarque dos passageiros.

O sistema de freios tem as tecnologias ABS (Antiblockier-Bremssystem ou Anti-lock Braking System), que evita o travamento das rodas, e EBD (Eletronic Brake Distribution), que distribuiu melhor a força de frenagem nas rodas e eixos, de acordo com o momento de risco e trabalha em conjunto com o ABS.

O motor é o MAN DZ8 de 280 cavalos que, segundo a Volkswagen, tem a maior potência da categoria Padron de motorização traseira.  O câmbio é automático ZF Ecolife de 06 marchas com retarder, que é um sistema de freio auxiliar hidráulico que funciona em conjunto com os freios motor e de serviço e em compatibilidade com as marchas.

Para seguir os atuais padrões de redução de emissões Euro V – Proconve P7, que é a fase sete do Proconve – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos, do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, o motor utiliza a tecnologia EGR (Exhaust Gas Recirculation -Recirculação de Gases de Exaustão), que dispensa a utilização do ARLA 32, um agente redutor líquido automotivo com 32,5% de ureia industrial.

A carroceria é Caio Millennium IV, com 13,2 metros de comprimento, seguindo os padrões determinados pela SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema de ônibus da cidade de São Paulo.

Entre os itens estão ar-condicionado; vidros colados; poltronas específicas para idosos, pessoas com deficiência, gestantes e pessoas que estão se recuperando de procedimentos médicos; preparação para acesso à internet por wi-fi e carregadores USB para celulares e notebooks.

Por ser de piso baixo, o acesso de cadeiras de rodas e outros equipamentos de locomoção se dá por uma rampa que é acionada manualmente pelo motorista ou cobrador.

A cidade de São Paulo possui uma frota contratada de 14.024 ônibus, de acordo com dados da SPTrans de agosto de 2019.

A idade média nos subsistemas estrutural e de articulação regional, composto pelas empresas consideradas mais tradicionais na cidade, é de 5 anos e 5 meses.

Já no subsistema local, formado pelas empresas que surgiram de cooperativas de transporte, a idade média é de 4 anos e 10 meses.

Os dados das idades médias também são da SPTrans, referentes a agosto.

Com as assinaturas dos novos contratos de 15 anos, que ocorreu no dia 06 de setembro de 2019, após um processo de licitação que se arrastava desde 2013, a estimativa da prefeitura de São Paulo é que a renovação de frota se intensifique, inclusive com a entrada gradual de modelos com tração alternativa ao diesel para cumprir cláusulas dos contratos e a lei municipal que prevê reduções de emissões por ônibus urbanos e caminhões de serviços públicos, como de coleta de lixo.

Pela lei sancionada no início de 2018, após um ano de intensos debates na Câmara Municipal, em 2027, as emissões de CO2 (gás carbônico) devem ser 50% menores e zeradas em 2037. Já as reduções de MP (materiais particulados) devem ser de 90% até 2027 e de 95% em 2037. As emissões de Óxidos de Nitrogênio devem ser reduzidas em 80% até 2027 e em 95% até o ano de 2037.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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